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| Saturday, 30-Aug-2008 13:33 |
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Pasta 74 - Túnel Rebouças (parte 1)
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Postagem sobre o Túnel Rebouças, dividida em duas partes. A primeira trata da construção do túnel e de seus impactos na circulação urbana do Rio, enquanto a segunda falará das Linhas Norte-Sul e a situação atual.
Inaugurado em outubro de 1967, o Rebouças liga o Rio Comprido (Av. Paulo de Frontin) à Lagoa. Uma simples olhada no mapa revela a importância da obra: pode-se acessar a Av. Brasil, pegar o Rio Comprido, cair na Lagoa e pegar rapidamente Botafogo, Copacabana, Jardim Botânico ou o Leblon. Antes da inauguração do Rebouças, as opções mais rápidas eram o Santa Bárbara ou o Túnel da Rua Alice (Rio Comprido x Laranjeiras).
Não é exagero falar que o túnel mudou radicalmente a circulação da cidade, como vemos no trecho a seguir:
Eram duas cidades distintas. Os cariocas que queriam sair da Tijuca em direção à Zona Sul, por exemplo, tinham duas alternativas: pegar o Santa Bárbara; ou o Alto da Boa Vista, cair no Itanhangá, e dali partir em direção à Avenida Niemeyer. Era tudo muito demorado - explica Paulo Cezar Ribeiro, professor do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ.
O rodoviarismo, que perpassou a construção do túnel e a idealização de muitas vias expressas que foram parcialmente aplicadas, pôde ser visto na demora para o túnel ser liberado aos ônibus. Outros fatores devem ser considerados, como a falta de um elevado que canalizasse o fluxo e o acidente ocorrido em 1971.
De qualquer forma, em 1976 as primeiras linhas de ônibus começam a rodar pelo Rebouças. São elas:
417 - Usina x Leme (CTC, via Epitácio Pessoa, Cantagalo, Atlântica) - variante da 416
443 - Lins x Urca (Méier, via Borges de Medeiros, Jardim Botânico, Humaitá, São João Batista) - variante da 442
473 - Triagem x Leme (Braso Lisboa, via Rio Comprido, Cantagalo, Copacabana) - variante da 472.
Posteriormente, surgem outras linhas: 414 (Usina x Leblon, variante da 415) e a famosa dupla 569/70, que aparentemente começaram como Glória x Leblon via Rebouças nos dois sentidos - em um eixo, Copacabana via Cantagalo, e no outro, Jardim Botânico.
Apesar da quantidade de linhas, o Rebouças só passou a ser uma opção efetivamente racional para o transporte coletivo nos anos 80, com as linhas de São Cristóvão. Na continuação, elas serão explicadas.
Em destaque, um flagrante das obras e um Condor da 473, ainda como Triagem x Leme.
As fotos não-creditadas podem ser vistas em www.ciadeonibus.com. Respeite este espaço e os comentantes, moderando seu recado.
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| Wednesday, 27-Aug-2008 01:36 |
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Pasta 73 - Oriental
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01 - O371RSD
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Pasta com um serviço misterioso da Oriental, o rodoviário. Pela foto, dá pra imaginar a época (meados dos anos 90, pela tarifa e pela placa de três letras).
De resto ele é um ilustre desconhecido, quem souber mais, ou mesmo compartilhar a dúvida, pode postar à vontade.
Foto Cia. de Ônibus.
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| Sunday, 24-Aug-2008 23:27 |
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Pasta 72 - Carrocerias: Torino G4
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Folder promocional do Torino (1983)
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101.014 - Torino LN 1618
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32512 - Torino LN 1318
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Pasta sobre um dos modelos mais famosos da Marcopolo, o Torino G4. Caracterizado por sua resistência, o primeiro Torino é a versão da encarroçadora gaúcha para o Projeto Padron, que visava melhorar a funcionalidade do transporte através do investimento na qualidade dos ônibus. Esta característica do modelo em questão é vista pelo próprio design, que sugeriria um ônibus amplo, ventilado e sob medida para chassis pesados.
O modelo foi lançado em 1983, junto com a Geração 4 da Marcopolo (linha rodoviária e o micro-ônibus Senior). Há certa confusão, pois se considera o Torino LN (1989-1994) o único pertencente à geração em questão: no entanto, os dois são da G4, como pode ser visto no folder abaixo. Há as opções com e sem rebite, as fotos mostram isso.
No Rio, o modelo surge rapidamente: em 1985, a Verdun já operava alguns Torino na 247, como o 71014. Pelos idos de 1988, algumas empresas (Ideal, Acari, Alpha, Maduca, São Silvestre) adquirem o modelo adaptado para cadeirantes. Na Zona Oeste, a Oriental adquire algumas unidades do modelo nas duas versões, e no Leste Fluminense, Mauá, Pendotiba, Rio Ita, ABC e Araçatuba viram clientes fiéis do Torino. A Verdun baseou sua frota no Torino, tendo de todos os tipos (MBB, VW, Volvo), tamanhos (curto, longo) e configurações (Urbano Rio I, padronização 91, padronização pré-91).
Na Baixada, a Vera Cruz (RJ 205), a extinta Luxor e a Flores (junto com suas coligadas Real Rio e Ponte Coberta) foram contumazes compradoras de Torino G4. O grupo JAL, por sinal, voltou a escolher o modelo apenas recentemente, com o novo Torino.
Uma configuração muito bonita era o Torino com chassi central da Volvo. Verdun e Rio Ita adquiriram várias unidades, com destaque para a Rio Ita: em 1993, a compra de LN Volvo com câmbio automático foi notícia no Jornal do Brasil.
Após 10 anos de inquestionável sucesso, o Torino G4 é substituído pelo GV. As últimas unidades foram adquiridas pela dupla Três Amigos e Caprichosa, tanto no tamanho curto (chassi 1318) quanto no normal (1620). Para quem quiser matar as saudades, a Rio Ita opera um Torino LN 1618, o 152.042, na área de Itaboraí.
Em destaque: o folder de lançamento (1983); o Torino LN 1618 da Fagundes, com a pintura original da empresa; um dos primeiros Torino da Mauá, e o LN B58 da Rio Ita, na antiga 999 (atual 709D da Garcia).
As fotos não-creditadas podem ser vistas em www.ciadeonibus.com. Respeite este espaço e os comentantes, moderando seu recado.
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| Saturday, 16-Aug-2008 23:53 |
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Pasta 71 - Serviços Especiais: Taiobão
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53094 - Padron Amélia
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58571 - Padron Alvorada II
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Mais um serviço especial, ilustre desconhecido para mim: o Taiobão. Como ele era basicamente local, achei interessante trazê-lo em uma pasta.
Implantado nos cinzentos anos 80, o Taiobão era um ônibus com espaço para bagagens e compras, com os bancos instalados longitudinalmente. O nome vem de um antigo tipo de bonde, o taioba, com a mesma configuração interna.
O José Carlos Clementino comentou um pouco sobre o serviço, no Ônibus Legal (link ao lado:
O "Taiobão" era um ônibus exclusivo para transportes de surfistas e outros passageiros que transportavam bugingangas como gaiolas (?!), bolsas enormes, etc... Quando este carro chegava em Madureira no sentido Campo Grande, lá perto do Mercadão de Madureira, era um Deus nos acuda. Os bancos eram dispostos nas laterais dos carros, como nos trens e metrô e havia espaço para os surfistas apoiarem suas pranchas. Parece que haviam estes carros na linha 701, se não me engano
No blog Chorando pelo Rio, há uma curta descrição do taioba original:
Por exemplo o 12 - Ipanema (Túnel Alaor ainda, o taioba ou caradura, cuja passagem custava apenas um tostão;Prata), circulavam com reboques. Existia, levava mercadorias junto com alguns passageiros sentados em bancos compridos dispostos lateralmente, muito ciosos de não pisar nas cabeças de alcachofras ou esmagar algum pintinho mal acomodado nos engradados.
Além da 701, a Bangu e a Santa Sofia operaram o serviço na 790 e na 861 (Reta do Rio Grande x Cesarão), respectivamente.
É interessante imaginar a natureza do serviço: carros especiais para transportar muitas compras, comuns nos anos hiperinflacionários da década de 80. Por outro lado, era necessário que as linhas passassem por grandes pólos comerciais (Madureira, no caso de 701 e 790, ou mesmo os hipermercados da Barra com a 701) , ou por áreas densamente povoadas que necessitassem de uma ligação com o centro de bens e serviços mais próximo. A extinta 861, ao ligar dois conjuntos de Santa Cruz passando pelo coração do bairro em questão, fazia tal papel.
Cabe ressaltar ainda que não havia kombis e o transporte individual era mais distante de ser alcançado: quem precisasse fazer as famosas compras do mês iria de ônibus mesmo.
Em destaque, o Amélia da Santa Sofia e o Alvorada da Bangu. Nota-se a folha de taioba estilizada, marcando o serviço especial.
As fotos não-creditadas podem ser vistas em www.ciadeonibus.com. Respeite este espaço e os comentantes, moderando seu recado.
Visite http://chorandopelorio.multiply.com/journal/item/7/7
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| Saturday, 16-Aug-2008 01:05 |
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Pasta 70 - Carrocerias: Marcopolo Viale
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Pasta com outro longevo modelo urbano do mercado, o Marcopolo Viale. Lançado em 1998, ele pertence à série GV da encarroçadora gaúcha, mas passou quase inalterado pela sexta geração e chega à sétima: na prática, a linha urbana da Marcopolo pulou uma fase.
Concebido para ser o modelo extrapesado, o Viale poderia ser encarroçado apenas sobre chassis pesados, de motor traseiro ou central. Por este motivo, o modelo teve início difícil na cidade do Rio: poucas empresas o compraram (Matias, Pégaso, Pavunense, Breda). Destaque é a Breda, que começa a operar seus Viale B10M refrigerados em janeiro de 1999.
O ponto de inflexão ocorre no fim de 1999. Conta-se que uma das fiéis compradoras da Marcopolo, a Mauá, pressiona a encarroçadora a fazer o Viale para chassi dianteiro. Ainda neste ano, aparecem os Bellobus da empresa, com nova pintura, piso antiderrapante e som ambiente. Os carros sem ar aparecem na antiga 540D (Niterói x Praça XV), enquanto os ônibus refrigerados se efetivam no eixo Niterói x São Gonçalo x Alcântara. O Leste fluminense se caracterizou como grande comprador de Viale, predominantemente longo (1721, 1722) e com entrada por trás.
Na cidade do Rio, os Viale OF pipocam ainda no verão de 1999. A primeira foi a Pavunense, com seus novos carros nas linhas 342 e 779, sendo seguidas por Transurb, Saens Peña, Novacap e Oeste. O modelo cativou especialmente a Acari, que saía de uma fase delicada: suas renovações entre 2000 e 2007 foram exclusivamente com o modelo, excluindo os Senior.
Como modelo mais sofisticado, o Viale é adquirido pela 1001. Os primeiros 1628, em setembro/outubro de 2000, estréiam na 996. As outras renovações urbanas são realizadas com o modelo, possivelmente por questões de escala e custo de manutenção (incluindo peças).
Após certo tempo sem ser comprado, o Viale volta com força em 2006/07. No entanto, as recentes aquisições de empresas como Mauá e Acari podem sinalizar que seu fim está próximo.
Em destaque: Viale 98 da Breda Rio, um dos primeiros 1721 da Pavunense, de 2000, BelloBus 2002 da Mauá na 533, e um Viale VW articulado da Real (São José dos Campos).
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| Friday, 15-Aug-2008 03:06 |
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Pasta 69 - Túnel Santa Bárbara (Linha Lilás)
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Inaugurado em 1965, o Túnel Santa Bárbara (Catumbi x Laranjeiras) rapidamente virou uma opção viável no deslocamento Zona Norte/Centro x Zona Sul (eixos Laranjeiras x Cosme Velho e Botafogo x Copacabana). Embora não seja contemporâneo, seu projeto remete a um plano muito conhecido pelos cariocas com mais de 50 anos: as Linhas Policromáticas, concebidas no governo Lacerda.
Pensadas para dotar várias partes do Rio de um transporte rodoviário rápido, as Linhas Policromáticas só tiveram duas fases efetivamente concretizadas: a Linha Amarela, de 1997, e a Linha Vermelha, de 1992. A Linha Verde (Pavuna x Leblon) existe como sequência coincidente de ruas, enquanto a Linha Lilás corresponde em grande medida ao traçado do Santa Bárbara: Elevado 31 de Março, Santa Bárbara, Pinheiro Machado, Praia de Botafogo, Rio Sul, Copacabana. Sua construção foi mais uma pá de cal no bairro do Catumbi, cortado de vez para abrigar o Sambódromo.
O tráfego de ônibus no túnel foi permitido a partir dos anos 70. As linhas estreantes pertenciam à CTC: 416 (Usina x Forte via Rio Comprido, substituída pela atual 426 da Alpha) e 454 (Grajaú x Leblon via Maxwell, Saens Peña e Túnel Novo, substituída pela extinta 435 Maxwell). Posteriormente surgiram as linhas municipais operadas pelas empresas particulares, sempre surgidas a partir de outras já existentes:
126 (Rodoviária x Copacabana via Rio Sul) - variante da 127;
173 (Rodoviária x Leblon via Jóquei) - variante da 172;
412 (Muda x Copacabana) - variante da 413;
432 (Barão de Drummond x Leblon) - variante da 433;
435 (Grajaú x Leblon via Tonelero e Cantagalo) - variante da 434;
456 (Méier x Copacabana) - variante da 455;
475 (Jacaré x Jd. de Alah) - variante da 474;
485 (Penha x Copacabana) - variante da 484.
Como é de praxe, com o tempo as linhas foram se consolidando, ou mesmo acabando. A 412 foi extinta, enquanto 432 e 435 foram esticadas para a Gávea, a 475 virou Engenho Novo x Leblon via Rebouças (a Braso só voltaria a operar no túnel com a Ramos x Copacabana) e a 485 foi levada até a Praça General Osório. Há 16 anos, a Acari criou a 457 (Abolição x Praça General Osório via Todos os Santos) a partir da 456.
As linhas intermunicipais via Santa Bárbara começaram com a CTC: na década de 70, foi criada a 996 (São Francisco x Gávea via Jóquei, depois estendida até Charitas). Com a primeira falência da estatal no fim do governo Moreira Franco, em 89/90, a linha foi assumida pela 1001 e Rio Ita, posteriormente ficando apenas com a 1001. Já na segunda metade dos anos 90, a Rio Ita consegue autorização para criar a Alcântara x Botafogo a partir da linha de São Cristóvão.
Recentemente, houve a criação de mais serviços expressos: 176 (TAU), 179 (Real), 180/184 (São Silvestre). Em destaque, algumas empresas: Real (Amélia), Acari (Urbanus), Alpha (Vitória) e Fagundes (Torino GV).
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| Thursday, 7-Aug-2008 00:23 |
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Pasta 68 - Especial Verdun (linha 247)
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Como amanhã é o meu aniversário, resolvi fazer uma pequena pasta sobre a linha que mais usei: a 247 (Camarista Méier x Passeio circular), da Verdun. Rodando atualmente com cerca de 40 carros, a 247 é referência no eixo Méier x Maracanã x Radial Oeste x Centro e nos curtos deslocamentos entre estes lugares.
A linha remonta a 1964, quando era operada pela Rio Comprido (60XXX). Seu itinerário era um pouco diferente do atual: Passeio, Senador Dantas, Carioca, Campo de Santana, Pres. Vargas, Maracanã, 24 de Maio (ida e volta), Dias da Cruz. O trânsito foi alterado com o passar do tempo (a passagem pela Rio Branco foi obrigatória, já que a Uruguaiana foi fechada para carros e ônibus), acrescentando mais algunas voltas.
Em 1969, com a lei dos 60 carros, a linha foi para a São Silvestre. Nela foi criada a parcial 602 (Camarista Méier x Maracanã, depois Estácio), extinta nos anos 80 pela Verdun. Apesar de útil, a parcial foi esvaziada por vários motivos, como ter tarifa semelhante à da linha-mãe. Hoje em dia a 602 poderia voltar, mas rodando dentro do Méier ou indo até o Engenho Novo.
A Verdun adquire a 247 e sua parcial entre 1981 e 1982. Quase à mesma época vieram as linhas 455 (da Choupal) e a dupla 238/239 (da CTC), dobrando a frota da empresa. Com 240 carros, a antiga Verdun já apresentava as feições atuais e era uma potência ascendente no transporte carioca.
Em relação à frota, além dos carros que pude ver em 19 anos (Torino G4, LN, GV, G6 Águia, GLS 94, 95 e 97, Cidade I e II, e os modelos recentes), houve ainda Amélia (na Verdun) e Metropolitana. Especial destaque deve ser dado aos carros com ar-condicionado, operados de 2003 a 2006 e posteriormente remanejados para a 455.
Em destaque, um carro de cada empresa: Metropolitana (?) da Rio Comprido, outro Metropolitana da São Silvestre e um Amélia da Verdun, parecendo ser novo à época.
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| Monday, 4-Aug-2008 22:54 |
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Pasta 67 - Acari
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Pasta com a Acari, importante empresa da Zona Norte carioca, e sua variada frota. Atualmente ela opera linhas que ligam a região de Madureira e Méier ao Centro, Tijuca e Zona Sul.
Em seu início, a empresa rodava a Méier x Acari, depois transformada na 688 e vendida para a Pavunense junto com a 687 (variante via Estrada Velha da Pavuna). Nos anos 60, a 254 (Praça XV x Quintino) é adquirida, junto com a 299 (Castelo x Acari) e pouco depois a área de operação é aumentada com a 455, então da irmã Glória.
Consolidada como a principal empresa do grupo Jacob Barata, o que conferia uma considerável base financeira para vôos mais altos, a Acari cresce e se diversifica. Além da 254 e da 455, ela recebe as linhas 607 e 667 da Matias, a 357 da Caju, lança a 456 e inicia o serviço de frescões. A consequência do crescimento foi uma certa dispersão, com eixos de operação díspares entre si. Posteriormente ela se reorganiza, saindo do subúrbio (vende 299 para a Uruguai, 357 para a Paraense, além da dupla 687/88) e da Zona Sul, ficando com a cara que tem hoje em dia.
Um capítulo interessante foi a recompra da 456, então operada pela Mosa, em 1992. Junto com a linha, vieram alguns Alvorada com a pintura da Mosa e a numeração da Acari, que rodaram na 667. A 457 foi criada nesta época, ainda passando pela rua José Bonifácio.
Atualmente a Acari é administrada em conjunto pelos grupos Rubanil e Flores. A transição foi marcada por uma mega-renovação na frota, entre os anos de 1996 e 1997: mais de 120 carros, entre GLS 1620 e Cidade 1318 foram comprados. Alguns dos GLS foram operados no pool da 261, entre a falência da CTC e a Breda.
Em destaque, os 4 modelos de Torino: o G4 1315 (para cadeirantes, efetivo da 277), o LN 1620 de 94, também efetivo da 277, GV 1620/95 (remessa mais facilmente encontrada na 277 e na 650), e um dos novos Torino na 457, linha com frota reduzida por determinação judicial.
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| Monday, 4-Aug-2008 01:26 |
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Pasta 66 - Estrela: Senior Midi
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82652 - Senior Midi 1418
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Um dos novos Midi 1418 da Estrela, substituindo Senior 2002. A diferença para as outras remessas do modelo, adquiridas de 2006 a 2008, são as janelas rodoviárias e as vistas eletrônicas.
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| Saturday, 2-Aug-2008 01:20 |
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Pasta 65 - Estrela: Scorpion e Senior
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82608 - Thamco Scorpion 1315 (?)
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82608 - Senior G6 914
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Para quem gosta de coincidências, aí vai mais uma da Estrela.
Na frota antiga, carros difíceis de lembrar eram os Scorpion, de 89 ou 90. Além do 82608, retratado abaixo, houve o 82547 na 711. Os Thamco rodavam mais nela, e entre 1994 e 1995, batiam ponto nas linhas de Cascadura. À época, a dupla rodava também com uma remessa de Vitória 1620 recém-comprada: 82501, 509, 519, 520, 527, 582, entre outros.
Dez anos depois, os tempos são outros. A Estrela recebe Senior e Agilis de sua co-irmã Alpha, incluindo os destroços de um ônibus queimado (o antigo Senior 48079, da 201). Reencarroçado em 2004, ele virou o atual 82608 e opera na 652.
Em destaque, os dois modelos: Scorpion alongado, ainda com a pintura de 1992/93, e o Senior.
Foto Scorpion: autoria desconhecida. Respeite este espaço e os comentantes, moderando seu comentário.
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