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| Tuesday, 28-Oct-2008 22:09 |
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Pasta 94 - Carrocerias: Caio Vitória
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Pasta com o Vitória, o divisor de águas da Caio. Lançado em 1988, o Vitória manteve o aspecto quadrado que caracterizou seu antecessor de Amélia: não por acaso, ambos ficavam muito bonitos na configuração Padron (motor traseiro ou central, portas largas).
Não por acaso, o Vitória Volvo foi uma combinação comum no início dos anos 90. Empresas que atualmente compram ônibus pequenos ou convencionais com motor dianteiro, como a Rubanil e a América, adquiriram algumas unidades do modelo. A Auto Diesel e a Rio Ita testaram ainda Vitória sob o chassi L/K112, sendo uma opção mais sofisticada para o transporte urbano.
Não obstante tais exemplos, o Vitória teve notável aceitação em ônibus com chassi dianteiro, seja VW, Scania ou MBB. O 1315, combinação frequente no começo de sua vida comercial, era conhecido por seu barulho. As outras versões de chassis MBB, como o 1318 e - especialmente - a dupla 1618/20, tiveram esta característica amenizada.
Em sua trajetória de quase 8 anos, o Vitória não sofreu grandes alterações estéticas. Suas linhas gerais foram preservadas, havendo pequenas atualizações nos pára-choques, nos bancos e nas vistas. A porta de folha única era comum nos primeiros exemplares e caiu em desuso aqui no Rio, mas ainda era usada em São Paulo.
No ano de 1995, o Vitória é substituído pelo Alpha, carroceria que nunca granjeou o mesmo sucesso. O fim de linha do longevo modelo também representou o esfriamento dos laços entre a Caio e o grupo Jacob Barata: quase todas as empresas que adquiriram Vitória entre 93 e 95 pularam pro GLS BUS em 96.
De qualquer forma, os últimos exemplares do modelo em terras cariocas foram adquiridos pela Lourdes (1318), começando a rodar em janeiro de 1996. Estes ônibus foram substituídos por Viale 1721 em 2000.
Em destaque: Vitória F113 da Rio Minho na Niterói x Pça. XV (022), Scania da Rio Ita na 749D (Estácio) em pintura de teste, 1620 da Auto Diesel na configuração Jacob Barata, B58E da América e um dos raros Vitória da Breda.
As fotos não-creditadas podem ser vistas em www.ciadeonibus.com. Respeite este espaço e os comentantes, moderando seu recado.
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| Tuesday, 28-Oct-2008 19:44 |
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Pasta 93 - Estrela: Senior G6 e Senior G7
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82643 - Senior G6 914
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82643 - Senior G7 915
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Duas gerações de Senior na Estrela. O primeiro 82643, à época, havia sido recém-incorporado pela empresa, saído de sua irmã Alpha. 4 anos depois, renovou-se este micro por um Senior G7 alongado.
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| Wednesday, 22-Oct-2008 12:29 |
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Pasta 92 - Pilares em 1990
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Pilares em 1990
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Foto publicada no Globo Zona Norte, mostrando a Praça Agassiz, em Pilares. Bairro do Grande Méier cortado pela Avenida Suburbana, Pilares era um centro comercial de relativa força e complementar ao Méier. Atualmente, esta região vem apresentando certo crescimento, atrelado ao Norte Shopping.
O Vitória da foto pertence à Fábios, que opera o trecho Caxias x Pilares com dois caminhos: a Itararé (485L) e a Cidade Alta/ 25 de Agosto (494L). Anteriormente Caxias x Del Castilho, linha iniciada pela Reginas, a Fábios a esticou nos anos 80, aproveitando a demanda gerada pelo Norte Shopping. Após problemas com o alternativo, a empresa recuperou-se apostando no baixo intervalo de seus ônibus.
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| Wednesday, 22-Oct-2008 00:14 |
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Pasta 91 - Linha Amarela (Av. Governador Carlos Lacerda)
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A Linha Amarela (Vila do João x Barra da Tijuca) é uma das obras efetivamente concluídas do Plano Doxiadis, realizado nos anos 60 a pedido do governador Carlos Lacerda. O plano em questão, além de traçar vias expressas para dinamizar a circulação interna da então cidade-estado e planejar sua ocupação, ainda apontava os eixos de crescimento da cidade, notadamente para a Barra da Tijuca (o então "Centro Metropolitano").
Inaugurada em 1997, a Linha Amarela facilitou sobremaneira o acesso da Zona Norte e da Baixada à Barra, assim como os bairros adjacentes, forçados a passar pela Serra ou por Cascadura. No entanto, sua construção trouxe consequências irremediáveis para locais como o Encantado, a Abolição e o Eng. de Dentro.
Vislumbrando a demanda criada pela Linha Amarela, as empresas começaram a operar serviços expressos em dezembro de 1997. As estreantes foram:
233 (Rodoviária-Barra da Tijuca, Tijuquinha, 5 ônibus)
266 (Rodoviária-Cidade de Deus, Redentor, 7 ônibus)
267 (Praça Quinze-Freguesia, Litoral Rio, 5 ônibus )
636 (Saens Peña-Gardênia Azul, Redentor, 11 ônibus)
690 (Méier-Cidade de Deus, Litoral Rio, 10 ônibus)
691 (Méier-Alvorada, Verdun, 8 ônibus).
A recepção inicial das variantes foi morna, havendo muitas alterações com o tempo. A 233 ganhou a companhia da 234 e ambas foram para o Recreio, a 266 parou de descer no Eng. de Dentro e passou a seguir reto, a 267 Freguesia acabou e tempos depois surgiu uma 267 Barra, a 636 parou de rodar e a dupla 690/691 concentrou suas forças na Linha Amarela.
Além dessas mudanças, novas linhas foram criadas, como a 240 LA (extinta), 241 LA, 268 LA e 269 LA. A Real aproveitou para colocar seus frescões na via expressa, junto com a dupla 178/179, e a Amigos Unidos usou sua coringa 175.
Recentemente, a Linha Amarela ganhou dois novos serviços: a linha Metrô Del Castilho x Barra, operada em pool pela Tijuquinha, Redentor, Litoral e Real, e as Baixada x Barra - Queimados, Magé, Belford Roxo, Japeri e Duque de Caxias. Espera-se as novas linhas para breve.
Em destaque: Linha Amarela em 2007, Torino 1722 da Litoral, Mega VW da Ingá e Midi da Tijuquinha.
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| Wednesday, 15-Oct-2008 21:38 |
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Pasta 90 - Alpha
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48027 - Senior 915
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A Alpha recentemente recebeu uma remessa de micros Senior 915, alongados, e Torino G7 1418 com cobrador. Alguns dos Senior foram rodar nas linhas de integração com o Metrô, sendo os primeiros da cidade na configuração citada.
Segue foto do 48027, fazendo a 220B (Usina x Saens Peña via Rua São Miguel).
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| Thursday, 9-Oct-2008 23:53 |
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Pasta 89 - Boca do Mato em 1975
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Rua Maranhão em 1975
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Acho que já vi essa foto em algum outro fotopage, mas não lembro qual. Quem postou primeiro pode avisar, se quiser...
Foto extraída do interessante site http://fotolog.terra.com.br/znorte , publicada inicialmente no Globo Zona Norte. Podemos ver um ônibus da linha 230 (Rodoviária x Boca do Mato) parando em seu ponto final, na Rua Maranhão. Frequentemente há dúvidas sobre a localização da antiga Suíça Suburbana, mas não há mistério: ela fica na confluência entre o Lins, o Méier e o Engenho de Dentro. À esquerda da foto, segue-se para a Camarista Méier, e subindo a Maranhão, chega-se à Dias da Cruz.
Embora a 606 seja referência - de itinerário longo, mas é uma referência - do Méier para a Rodoviária, a 230 já fazia essa ligação antes de a Matias esticar sua linha. Posteriormente a referida empresa criou a 603, Rodoviária x Boca do Mato via Joaquim Palhares.
Fazendo ponto final na Rua Aquidabã, a Matias operava a 605 (Rodoviária x Lins). Embora muito mais prática do que a 606, por economizar as voltas entre São Cristóvão e o Engenho Novo, a linha era difícil de se ver na rua. Há 11 anos ela virou Méier x Eng. Novo via Lins, pouco depois acabou de vez.
Atualmente, a Suíça Suburbana é servida pela 232 na ida para a Praça XV e pela já antiga variante Boca do Mato da 606.
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| Monday, 6-Oct-2008 15:58 |
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Pasta 88 - Em 1997...(parte 1)
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O ano de 1997 marcou uma série de transformações, boas ou ruins, no transporte carioca. Uma delas foi a polêmica licitação das linhas ex-CTC, estatal que fechou as portas um ano antes.
Concentradas na Zona Norte, famoso caso foi o da 780, Madureira x Benfica via Vicente de Carvalho. A linha foi criada na década de 1970, oriunda do trolley E21 (Madureira x Vieira Fazenda): este fato pode explicar seu itinerário tortuoso, já que os dois bairros são conectáveis através da Avenida Suburbana. De qualquer forma, ela pode ser vista por Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Penha e na Rua Uranos.
Na estatal, a linha era muito valorizada e bastante procurada, coisa que aconteceu nos primeiros anos com as empresas particulares. A transição até a Santur foi complicada: nos primeiros meses de 1997, Santa Maria e Estrela Azul colocaram seus GLS BUS para rodar a linha. Posteriormente veio a Cootrapaurb, com Urbanus, Alvorada e Torino LN. A operação da cooperativa, que saiu da linha e assumiu a 675, ainda incluía o serviço especial no bacurau, estendido até a Praça XV.
A Samtur, operadora atual, surge em fins de 1997. Inicialmente surgida como um consórcio, foi sendo progressivamente assumida pela Santa Maria. Há certa lógica nesse movimento, pegando a área de operação das duas empresas: no concorrido eixo Madureira x Vaz Lobo x Penha, a 780 reforçaria a 952 e juntas seriam uma opção à Três Amigos (676, 721) e à Maduca (355). No entanto, a possível estratégia micou pela presença do alternativo, que enfraqueceu a Penha x Praça Seca e feriu a 780 quase de morte.
Após tirar a linha de circulação, a Santa Maria coloca alguns Spectrum micrões e Thunder nela. Atualmente, sua operação é bastante restrita, indicando possivelmente a necessidade de um novo itinerário - já testado com a 780 Curicica.
Em destaque: Urbanus 1318 da Cootrapaurb, Cidade I 1318 da Samtur e o Spectrum DF da Santur.
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| Wednesday, 1-Oct-2008 22:48 |
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Pasta 87 - Lourdes: Mega e Thunder+ II
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Recentemente a Lourdes adquiriu mais unidades de Mega IV micrão e Thunder+ 915 alongado. Estes ônibus podem ser encontrados na linha 679 (Méier x Grotão), aumentando a frota e substituindo os micros mais antigos.
Em destaque, o 58200 e o 58185, Mega e Thunder.
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| Tuesday, 30-Sep-2008 21:05 |
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Pasta 86 - Especial Eleições 2008
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Planejamento para o Metropolitano do Rio de Janeiro
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Na vida de uma cidade, o transporte desempenha papel fundamental. É o sistema de circulação que propicia a realização de diversas funções e o suprimento das necessidades da população: quanto menores os vínculos do local com outros, menores são as possibilidades de desenvolvimento.
Esta pequena introdução foi necessária para falar um pouco do transporte carioca, ainda preso a um esquema de 45 anos. Geralmente afirma-se que transporte não dá voto, por ser um sistema concreto e disperso. No entanto, dadas as atuais precariedades, o tema tem especial importância para os eleitores.
Sendo assim, mostraremos as propostas dos principais candidatos à Prefeitura, que disputarão o cargo no próximo domingo. Espera-se que esta pasta ajude os visitantes a formar uma melhor visão sobre o tema.
Alessandro Molon (PT)
- implantação do bilhete único;
- licitação e revisão das linhas de ônibus, estabelecendo padrões de qualidade e pontualidade;
- licitar as vans e integrá-las ao bilhete único;
- corredor T5 (Penha x Barra) com VLT. O mesmo modal seria usado para interligar a Barra e o Recreio;
- formar um Consórcio Metropolitano para uniformizar as principais políticas do setor.
Jandira Feghali (PCdoB)
- bilhete único e integração de ônibus, trens, metrô e vans;
- expansão do metrô e remodelação do ramal ferroviário;
- intensificar a fiscalização e racionalizar as linhas de ônibus;
- faixas preferenciais para ônibus nos principais eixos viários;
- corredor T5 e Linha 5 do metrô (AIRJ x Santos Dumont);
- conectar a Via Light à Av. Brasil e à Linha Vermelha;
- municipalizar os bondes de Santa Teresa.
Eduardo Paes (PMDB)
- investir recursos municipais para adquirir composições ferroviários;
- implantar o bilhete único, integrando modais como trens e ônibus;
- fazer o corredor T5 e a Linha 4 (Zona Sul) do Metrô.
Solange Amaral (DEM)
- corredor T5, com ônibus articulados;
- bilhete único (2 horas) e integração intermodal;
- Ônibus da Liberdade para Bangu e seus sub-bairros;
- licitar e modernizar o sistema de transporte por ônibus, instalando GPS nos coletivos;
- implantar bondes na Barra, Centro e revitalizar o ramal de Santa Teresa;
- construir o túnel da Grota Funda.
Fernando Gabeira (PV)
- reorganizar e licitar o sistema de ônibus;
- dotar a Barra da Tijuca de conexões com outras partes da cidade (corredor T5, linha 4 do Metrô);
- construir o túnel da Grota Funda e fazer o VLT entre a Barra, o Riocentro e o Recreio;
- continuar a Via Light, entre Anchieta e Madureira;
- fazer linhas de barcas entre a Ilha, a Praça XV e Botafogo;
- ligação ferroviária entre Bonsucesso e a Ilha (via Fundão) e a extensão da Linha 1 até o Méier.
- transformar o ramal Santa Cruz em metrô de superfície.
Marcelo Crivella (PRB)
- corredores de transportes, inspirados nas propostas do arquiteto Jaime Lerner;
- terceira faixa de rolamento na Lagoa-Barra;
- Túnel da Grota Funda, além da duplicação das estradas da Pedra e das Américas;
- ligação entre a Via Light e a Av. Brasil (Barros Filho);
- rede de viadutos entre as Linhas Amarela e Vermelha, a Ponte e o Centro;
- licitação e replanejamento das linhas de ônibus, uso de veículos articulados e faixas seletivas;
- tarifa social: redução de 50% da tarifa nos fins-de-semana;
- metrô de superfície na Zona Oeste e revitalização das estações;
- incentivo ao transporte hidroviário;
- VLT na Zona Portuária e na Grande Barra.
Para conhecer um pouco mais as propostas, visite os sites dos candidatos.
Respeite este espaço e os comentantes, moderando seu recado e sua opinião. Ninguém precisa concordar com ninguém, mas a educação ao argumentar é bem-vinda.
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| Sunday, 28-Sep-2008 23:52 |
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Pasta 85 - Serviços Especiais/ Experimentais
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Na segunda metade dos anos 90, o transporte carioca assistiu ao crescimento do modal alternativo, representado especialmente pelas vans e kombis. Fatores conjunturais, como a valorização do real e o barateamento de modelos como Besta e Topic, serviram como pano de fundo para o fenômeno.
Acuadas com a concorrência, as empresas passaram a investir em novos serviços, aumentando a qualidade e oferecendo novas opções aos clientes. Na verdade, a idéia de que os empresários não reagiram ao transporte alternativo não é completamente verídica: houve uma reação nesta época, mas que não foi levada à frente nos anos seguintes.
Para o público disposto a pagar por um serviço diferenciado, a SMTU liberou uma série de novas linhas: eram as SE - Serviços Especiais (ou Experimentais), baseadas em trajetos já existentes. As principais SE são:
SE02 - Carioca x Mariópolis (Via Rio) - iniciada em 1996, a SE02 é uma versão seletiva da 386, que cedeu seus carros refrigerados para a irmã. A linha inicialmente teve Viaggio GV 1620, e em 1998 recebeu Viaggio GV Scania. Anos depois a SE02 foi para a Breda Rio e ganhou o serviço urbano com ar;
SE003 - Castelo x Grajaú (Saens Peña) - a SE003 surgiu como Castelo x Lins via Grajaú em 1997, complementando a 1042 - Castelo x Lins. Com a desativação da linha -mãe, ficou sendo o único serviço seletivo da Saens Peña. Após ter Viaggio e Senior GV, recebeu ônibus novo em 2002 (Senior G6), 2005 (Thunder), 2007 (Micruss II) e 2008 (Thunder+ II). Atualmente roda com 6 micros;
SE005 - Castelo x Jardim América (Pavunense) - apesar de o eixo Parada de Lucas-Jardim América não ser a área principal da Pavunense, ela opera a 342 e a dupla SE005A/B com notável eficiência. A SE005 nasceu em 1996, sendo na prática uma 342 via Av. Rio Branco. A linha teve EB 340 1620 (96), Senior GV (97), EB 340 Scania (98) e Viaggio G6 (2003, 2007). Atualmente divide-se na porção rodoviária e na urbana, esta sendo a SE005B;
SE007 - Tiradentes x Praça Seca (Novacap) - linha rara de ser vista, foi inaugurada em 1998, com Senior GV refrigerados. Durou pouco tempo, mas era uma alternativa interessante às linhas 284 e 1045.
De brinde, mais dois serviços pouco conhecidos, que seguem as características descritas acima:
638/639 - Saens Peña x Marechal Hermes/ Jardim América (Três Amigos/ Caprichosa) - a dupla foi a única a operar ônibus rodoviários em linhas auxiliares na Zona Norte. Inauguradas em 1997, tiveram vida curta, muito por culpa da tarifa adotada: quando a modal era de 55 centavos, a passagem dos fresquinhos custava 3 reais.
Em destaque: Auto Diesel, Saens Peña, Pavunense, Novacap e Caprichosa.
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