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| Wednesday, 18-Mar-2009 00:25 |
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Pasta 120 - Carrocerias: Caio Millenium
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Pasta com o Caio Millenium, um modelo pouco visto nas ruas do Rio. Na verdade, o ônibus foi tão pouco adquirido pelas empresas daqui que só existem fotos da primeira geração. Para ilustrar os carros da segunda leva, recorrerei a sites de outros locais, como o paulista Interbuss.
O Millenium foi lançado no início de 1998, fazendo parte da "linha pesada da Caio" - Millenium e Fura-Fila. Embora houvesse várias discussões sobre a implantação de novos sistemas de transporte nas diversas capitais, trazendo veículos pesados e extra-pesados, pouco mudou. O mercado urbano sofisticado, inovado pela Caio, não deslanchou da forma que se esperava: pode-se especular que o custo com o projeto e os insumos necessários para produzir os dois modelos tenham enfraquecido a montadora, que quebrou alguns anos mais tarde.
Em termos de design, o Millenium foi uma surpresa. As linhas gerais fugiam ao estilo "vagão-de-trem" tão comum aos ônibus Padron, com uma frente pronunciada e que remete aos VLT's. No entanto, por ter uma grande cobertura de vidro, o custo de reposição da peça se tornava alto. Algumas empresas simplesmente retiravam a cobertura e pintavam o espaço vago. A parte traseira do ônibus em questão era bastante impoenente e foi aproveitada pela Caio no Apache Vip, de 2001.
No Rio, a recepção ao modelo foi morna. Algumas empresas adquiriram a primeira fornada do modelo, entre 1998 e 1999: Tinguá (Scania L113 com ar), Paranapuan (Volvo B7R com ar), Trel (Mercedes OH-1621 sem ar) e Ocidental (Volvo B58E sem ar e Scania L113 com ar). Destas, apenas a Paranapuan ficou mais de 4 anos com os carros. Em 2002, a Transurb recebeu uma unidade do Millenium OH-1623LG, movido a GNV, para testes.
Embora os passageiros cariocas e fluminenses não possam mais ver ou andar no Millenium, a série ainda não acabou. Em 2001 surgiu uma versão reestilizada do modelo, que corrigiu alguns detalhes e problemas como a relativa fragilidade das peças do salão de passageiros. Em 2003 foi lançado um novo modelo, de desenho mais comportado e convencional.
Atualmente é comum ver Millenium e Mondego, uma derivação para chassis com piso-baixo, em São Paulo e em linhas suburbanas no interior paulista. Cidades como Goiânia e Porto Alegre também contam com unidades do modelo.
Os Millenium 98 da Ocidental rodaram em linhas variadas, como a 396, a 397, a 689, a 784 e a 858. No Rock in Rio de 2001 os carros refrigerados fizeram serviços especiais. Atualmente a empresa não tem mais ônibus com motor traseiro/central ou ar-condicionado.
A Paranapuan adquiriu os seus Millenium B7R refrigerados para substituir os O371 tarifões, em 1999. A sofisticada configuração dos carros tornou-se um empecilho à sua correta manutenção, com a progressiva crise da empresa. Alguns chegaram a circular na 634A - Nova América x Fundão.
Millenium 1623 a gás da Transurb, recebido para teste em 2002. Operou na 410 (Saens Peña x Gávea) até 2003 ou 2004.
Antes de padronizar sua frota com carros urbanos refrigerados, a Tinguá adquiriu alguns Millenium L113 refrigerados. Embora durassem pouco na empresa, abriram caminho para os primeiros 40 Svelto em 2000 e 2001.
O rico interior paulista conta com o serviço suburbano, que pode ser operados por veículos urbanos com motorização traseira e ar-condicionado. Mais baratos que o serviço rodoviário, os carros urbanos são utilizados em larga escala por empresas como a Andorinha e a Reunidas Paulista. A campineira Bonavita, do grupo Belarmino, adquiriu alguns Millenium II O500M para rodar em municípios como Piracicaba.
Fotos Cia. de Ônibus. Para ver mais fotos de Millenium, acesse www.portalinterbuss.com ou www.valespbus.com .
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| Friday, 13-Mar-2009 04:19 |
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Pasta 119 - Alvorada da Mosa/Acari na 667
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42637 - Alvorada II 1315
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Mais uma foto do Ônibus do Rio. Comentem aí, minha memória de criança não pegou a Mosa na 456 e a transição para a Acari...
Acervo Ônibus do Rio.
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| Tuesday, 10-Mar-2009 04:41 |
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Pasta 118 - Pégaso na 737L (Belford Roxo x Eng. de Dentro)
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198.002 - Condor OF
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Taí uma foto que sempre quis ver: a Pégaso, empresa com os dois pés na Zona Oeste, operando no Grande Méier. A linha é a atual Belford Roxo x Deodoro da Nossa Senhora da Penha (RJ 188).
Como curiosidade, até pouco tempo a Pégaso emplacava os carros da Itaguaí x Barra em Nova Iguaçu e fazia parte do Setranspani.
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| Sunday, 8-Mar-2009 22:29 |
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Pasta 117 - Penha Rio
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Pasta com a Penha Rio, empresa pequena e discreta no conjunto do transporte carioca. Por operar apenas linhas locais, ela é conhecida dos moradores de bairros como Bonsucesso, Méier, Inhaúma, Maracanã e a Tijuca.
A Penha Rio propriamente dita foi criada em 1998, iniciando sua operação em 1 de setembro de 1999. Antes ela era o "setor filial" da Campo Grande, completamente destacado da matriz em termos de linhas, frota e operação geral. Esta cisão se diferencia das outras no aspecto acima citado: geralmente as empresas que se dividem têm uma estrutura relativamente integrada, com linhas e operação complementares entre si.
A frota inicialmente tinha 60 ônibus e 3 linhas, a saber:
627 - Saens Peña x Inhaúma (via Vila Isabel, Maracanã, 24 de Maio, Méier, Todos os Santos, Norte Shopping, Pilares)
630 - Saens Peña x IAPI da Penha (via Mangueira, Benfica, Manguinhos, Praça das Nações, Olaria, Penha)
680 - IAPI da Penha x Méier (via Olaria, Praça das Nações, Av. Brasil, Jacarezinho, Inhaúma, Pilares, Norte Shopping, Eng. de Dentro).
Após pouco tempo a frota foi reduzida para 57 e, posteriormente, para 54 carros. Como reflexo da Campo Grande, a Penha Rio inicialmente tinha carros com diversas configurações de carrocerias (Thamco, Ciferal, Busscar) e chassis (Ford, MBB, VW). A necessária padronização viria alguns anos depois, em duas fases: a uniformização dos chassis, com a troca dos VW por MBB, precedeu a venda dos carros convencionais e a compra dos micros e micrões de motorização eletrônica. Desta forma, a Penha Rio passou a ter a frota mais nova da cidade.
A renovação foi bem-vinda, mas deixou algumas arestas a aparar. O uso de micros e de micrões em linhas como a 627 e a 630, que atendem a curtos deslocamentos entre bairros como Vila Isabel, Maracanã, Norte Shopping, Bonsucesso e a Tijuca, atrapalhou a operação de ambas. Se atualmente não é necessário haver ônibus de 12 metros na 630, pode-se pensar em convencionais curtos, mais adequados ao movimento e às características da linha.
Por fim, outro eixo rentabilíssimo deixado de lado pela Penha Rio é o que liga o Méier ao Norte Shopping por Todos os Santos, mais rápido e explorado pelo transporte alternativo. A criação de uma 680 parcial não exigiria muitos ônibus e garantiria uma demanda fiel à empresa, atualmente dispersa por não confiar na 627 ou na 680.
Dinamus 1620 1995, antigo 53519. Alguns exemplares deste mesmo modelo foram colocados zero km na 680.
A Campo Grande comprou 3 Urbanus 1620, que começaram a rodar em janeiro de 1998: 53536, 53554 (ou 53665) e 53572. Os dois primeiros ficaram nas linhas da Tijuca, enquanto o segundo foi alocado na 301.
Cidade I 1721, ex-53586. Duas unidades vieram para o setor de Bonsucesso: 53509 (10509) e o carro da foto. Ambos foram substituídos por GranMidi micrão em 2006.
A Penha Rio teve alguns convencionais curtos por curto tempo, trocando-os por micrões. Este Torino 2003 foi adquirido da Nossa Senhora da Penha (RJ 188).
O 10548, Pluss com porta larga e elevador para cadeirantes, é o único convencional curto da empresa.
Foz 2008 alongado na 680. A empresa iniciou o uso de micros na 680 Inhaúma, logo passando para a 680 Méier e, com os Foz, para a 627.
Como curiosidade, um Dinamus II 93/94 na 630. A Campo Grande ficou com todos os Scorpion II MBB, repassando para sua filha os Ford (10520, 10524).
Dinamus B1618 95, ex-53510 (http://www.ciadeonibus.com/CDO_RJ_RJ_CAMPOGRANDE_090.jpg) . Em 2002, o Thamco foi substituído por um Apache S21 curto (http://www.ciadeonibus.com/CDO_RJ_RJ_PENHARIO_0030.JPG).
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| Saturday, 7-Mar-2009 14:33 |
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Pasta 116 - Estrela Azul
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Chegada de novos GLS 96
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Artigo Alfacinha
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Artigo Alfacinha
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Algumas fotos retiradas do site da Estrela Azul (http://www.transporteestrelaazul.com/index.htm). A página tem cliques muito bons, vale a pena dar uma conferida.
A primeira foto mostra a chegada dos primeiros GLS 96 à empresa, na metade do ano. Os carros foram efetivados nas linhas 434 e 435, sendo 10 na primeira leva: 55006, 55009, 55020, 55076, 55085, 55088, 55105, 55106 e 55109.
As outras fotos são parte de uma reportagem dos anos 70, mostrando o início dos Vieira Alfacinha (apelido dos naturais de Lisboa) na empresa. O modelo é considerado inovador para a época, tendo maiores saídas de ventilação, construção diferenciada, permitindo pinturas contínuas na carroceria , visão melhorada para os passageiros e maior amortecimento.
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| Friday, 27-Feb-2009 15:23 |
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Pasta 115 - Linha 691 (Méier x Alvorada)
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Há exatas 114 pastas comecei o site com a Méier x Alvorada. Como a linha ainda dá pano para manga, voltarei com o tema, mas destacando alguns pontos nem sempre levados em conta.
A 691 é uma linha com grande demanda, mas com vários problemas. Vamos a eles:
o itinerário: a Méier x Alvorada é composta de uma linha-base (Serra, via Cardoso Fontes, Freguesia e Linha Amarela) e mais duas variantes, Linha Amarela/ Taquara e Linha Amarela expressa. Como vemos, os três ramais têm itinerários falhos - a variante Serra sofre da falta de público pagante, que migrou para a Linha Amarela. A Linha Amarela/ Taquara carrega mais, mas em Jacarepaguá não é páreo para 753 e 755 (mais rápidas entre a Geremário Dantas e a Barra) e 754 (carros melhores, operação mais regular e percorre um trecho maior da Barra). Por fim, a variante expressa vai apenas até a Alvorada e roda apenas de manhã e à noite, não firmando um público cativo disposto a usá-lo em horários fixos durante o dia;
o pool: a suposta operação conjunta entre o grupo Jacob Barata (Verdun, Matias) e o Redentor (Redentor, Litoral) não atrapalhava o bom andamento da linha, assim como a divisão entre Transurb e Litoral. A volta da Redentor, ocorrida em 2006, foi uma inegável ajuda para uma linha que estava com problemas de frota e operação. No entanto, a paz inicial virou competição branca: na prática, Transurb e Redentor operam duas linhas separadas. Às vezes se vê dois carros juntos, um tentando roubar os passageiros do outro, bagunçando os horários e prejudicando a operação geral;
a demanda irregular: no horário de movimento é comum ver os micrões da linha absolutamente abarrotados, o que origina várias reclamações publicadas em jornais de grande circulação. A inegável necessidade de ônibus maiores é relativizada pela queda abrupta da procura em outros horários: é comum ver os ônibus da 691 LA entrando na Freguesia com 5 ou 10 passageiros. Tal problema ocorre com a Transurb e a Redentor, acostumadas a linhas com procura mais constante.
Seguem algumas sugestões para aproveitar melhor a 691:
691 - Méier x Barra da Tijuca (via Engenho Novo, Serra, Hospital Cardoso Fontes, Estrada dos Três Rios, Estrada do Gabinal) - complementaria 753 e 755 entre o Gabinal e a Barra, além de atender o eixo dos Três Rios, atendido parcialmente pela S750
691 - Méier x Riocentro/Autódromo (via Dias da Cruz, Linha Amarela, Geremário Dantas, Pechincha, Taquara, Estrada dos Bandeirantes) - continuaria ligando de forma rápida o Méier a Jacarepaguá, além de propiciar uma conexão direta entre o eixo da Geremário Dantas e o Riocentro
691 - Méier x Barra da Tijuca (expresso Linha Amarela) - seria a atual 691 Expresso, esticada até a Joatinga e rodando o dia todo.
A frota poderia ter micros de horário fixo na 691 Serra, como teste, e 1418 convencionais nas outras linhas.
Em março de 1997, a Verdun recebe 8 GLS 97. Inicialmente alocados em linhas como 238 e 239, todos foram para a 691 Serra quando de sua inauguração.
Embora o GV 1621 da foto esteja com a vista 691, os Torino OH nunca rodaram na linha. O 71072 era efetivo da 247 e, posteriormente, da 239.
Os Turquesa 99 foram os ônibus de estréia da Transurb, em novembro.
A operação da Transurb mesclava carros longos e curtos, como este Turquesa 1417 2001.
Em 2007, a Redentor testou alguns Torino 1417 na linha, como o 47596, o 603, o 646 e o 647.
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| Thursday, 26-Feb-2009 22:04 |
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Pasta 114 - Verdun: Torino LN Volvo
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71144 - Torino LN B58
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Pegando emprestada uma foto do Ônibus do Rio, do Alexandre Britto. O link está nas fotos e na barra ao lado, vale a pena conferir os álbuns.
A Verdun operou seus Torino G4 e LN Volvo, de 87 a 89, até 1994. Os carros morreram na 422 e chegaram a ter o layout Rio I, como podemos ver na foto de Pedro Oliveira.
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| Thursday, 26-Feb-2009 00:05 |
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Pasta 113 - Viação Leão Dourado Rio das Ostras (RJ 183)
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Uma pasta com a antiga integrante do grupo JCA, a Leão Dourado. Sua história é longa e ramificada, mas tentarei me ater aos pontos principais.
A empresa surge num contexto de transformação das Baixadas Litorâneas, especialmente os municípios de Casimiro de Abreu e seus distritos litorâneos (Rio das Ostras, Barra de São João) e Cabo Frio (Tamoios). O crescimento de Casimiro de Abreu saturou o atendimento da Líder, que teve suas linhas municipais repassadas para a recém-criada Leão Dourado, em 1989. A Araçatuba detinha o controle da companhia, cedendo carros e a pintura.
Após ficar independente por um tempo, a Leão Dourado é comprada pela 1001 em 1995. A aquisição pode não ter muito sentido à primeira vista - afinal de contas, a empresa niteroiense se expandia no setor rodoviário e a Leão Dourado era uma firma local - mas a briga com a Macaense no eixo Macaé x Rio das Ostras x Unamar x Rio justificava a compra. As rentáveis linhas intermunicipais da RJ106, dominadas pela Macaense, teriam uma concorrente à altura.
Enquanto esteve sob a batuta da 1001, a LD era uma empresa honesta. A frota não era muito nova - basicamente repasses, como Padron Alvorada, Padron Rio, GLS 94,95 e 96 - mas a operação se mantinha num nível razoável. Entretanto, a escancarada briga entre 1001 e Macaense prejudicou progressivamente a Leão Dourado, que concentrava suas forças nas linhas da Amaral Peixoto (esticando-as até localidades como Unamar e Verão Vermelho, feudos da Macaense) e deixava de lado as rotas que entravam em Rio das Ostras e Casimiro. Como se pode imaginar, as deficiências em certas linhas fomentaram o surgimento das vans.
O quadro começa a se deteriorar a partir deste ponto. As vans não ficaram restritas às linhas da Leão Dourado, agora novamente independente. De fato, elas passaram a atacar também a Macaense, enfraquecendo seu ganha-pão: o setor intermunicipal. Com o serviço cada vez pior, a combalida empresa do Norte fluminense é adquirida pela 1001 em 2003.
A Leão Dourado, agora Rio das Ostras, dá um grande passo ao assumir o esvaziado setor suburbano da Macaense (Macaé x Unamar, Cabo Frio, Rio das Ostras, Rio Bonito e Búzios, entre outras linhas), em 2003/2004. No entanto, a transação se revelou um furo n'água: a pequena Rio das Ostras de repente teve de operar um conjunto de linhas com muito potencial, mas que exigia investimento para o combate ao alternativo. Ao mesmo tempo, a frota urbana da Macaense era sofisticada e requeria uma estrutura de manutenção incompatível com o porte da Rio das Ostras. O impasse era inconciliável e levou ao afundamento das linhas recebidas e da própria empresa, que devolveu o setor à Macaense em 2005.
A operação das linhas locais entre Casimiro e Rio das Ostras, importante por atender a áreas distantes dos eixos principais, continuou a ser feita pela Rio das Ostras. A empresa tentou se manter e fazer algumas renovações com veículos usados, mas não resistiu ao mercado dominado pelas vans e fechou em 2007. A Macaense assumiu parte da Rio das Ostras x Casimiro (linha que ela tinha oficialmente e já operava), mas deixou as rotas para localidades como Nova Cidade, Costa Azul e Fazenda Cantagalo inativas.
Alvorada Scania, ainda com a pintura da 1001. A empresa de Niterói chegou a ceder carros dela (como o 108.285, Rio Scania) para operação em épocas de alta demanda. A Leão Dourado substituiu os Scania em 2002, quando saiu do grupo e comprou alguns Torino GV ex-Fábios.
A Macaense repassou diversos Urbanus 1620 para a Rio das Ostras. O 183.040, no dia da foto (quarta-feira do carnaval de 2005) fez a Macaé x Cabo Frio, rodou até Rio das Ostras e depois retornou para Cabo Frio.
GLS 96 1620, ex-108.030. O carro ostentou a pintura azul e branca, depois a cor de piscina e finalmente o verde Elegance. A linha de Nova Cidade está atualmente extinta.
Urbanus F113, adqurido pela Macaense no fim de 1997. A Rio das Ostras alocava os urbanos Scania em linhas longas como a Macaé x Rio Bonito via Rocha Leão.
A Leão Dourado adquiriu alguns Cidade I 1318 da Alpha em 2001, chegando a rodar com a pintura da empresa carioca.
Os melhores ônibus urbanos da Rio das Ostras eram os Pluss 1628 refrigerados. Posteriormente foram vendidos para o Rio Grande do Sul.
Jum Buss 95 ex-Macaense, na Macaé x Rio Bonito. O carro teve ar de bagageiro adaptado.
A Expresso do Sul e a Cometa cederam alguns Flecha Azul da série 69XX para a Macaense, que os repassou à Rio das Ostras. Maltratados, muitos deles foram desmanchados.
Agilis 99, ex-Jabour.
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Para ver mais fotos de empresas da região, acesse http://onibusemfotos.fotopages.com/ .
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| Wednesday, 11-Feb-2009 02:08 |
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Pasta 112 - Pools (operações compartilhadas - parte 2)
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Após algum tempo, vai a segunda parte das operações compartilhadas, agora enfocando as linhas intermunicipais. Nota-se que grande parte dos casos se concentra em Niterói, onde a CTC dominava grande parte do transporte entre a antiga capital do Rio e a Guanabara.
590M (Niterói x Amendoeira via Alameda - Rio Ita, Santa Izabel, Mauá) - a 590 foi criada pela CTC no início dos anos 90, sendo uma opção interessante para o citado bairro de São Gonçalo. O fim da estatal forçou o pool entre as principais empresas da área - Rio Ita, Santa Izabel e Mauá. A Rio Ita repassou sua parte para a Fagundes, enquanto a Santa Izabel saiu da linha. Progressivamente a Mauá assumiu todo o serviço para ela, conseguindo finalmente passar pela Alameda. A 527M (Niterói x Amendoeira via São Gonçalo) continua sendo operada, mas com poucos carros;
800L (Nova Aurora x Madureira via Barros Filho - Vera Cruz, Caravele, Flores) - a estatal de transportes iniciou a 800L em 1994, como uma opção direta entre Madureira e Belford Roxo. Passando por Barros Filho, a Avenida Brasil e a Via Dutra, a linha conseguiu atrair a demanda que não era contemplada pelo caminho tradicional dos itinerários entre Madureira e a Baixada (quase todos via Automóvel Clube). O fechamento da CTC justificou o repasse da 800 para as empresas privadas: conta-se que a Vera Cruz foi escolhida para assumir a linha toda, mas sem condições de fazê-lo, teve de dividir a linha com a Flores, a Caravele e a São José (esta por pouco tempo). Até hoje a maior parte da linha pertence à empresa azul e branca;
712D/750D (Charitas x Gávea - 1001 e Rio Ita) - a popular 996 era operada pela CTC: em 1978 rodava como São Francisco x Gávea, com 18 veículos. Na ocasião do primeiro fechamento da empresa pública, a linha foi parar na dupla 1001 e Rio Ita, com códigos diferenciados - 712D e 750D. Posteriormente a empresa de São Gonçalo repassaria sua parte para a 1001, que detém outros serviços associados (Charitas x Gávea via Lapa, 996 via Túnel Rebouças e 996 via Santa Úrsula);
740D/741D (Charitas x Leme/Copacabana - 1001 e Braso Lisboa) - em 1990, o Detro liberou a criação de várias linhas intermunicipais: no balaio estão as famosas Caxias x Usina e Itaguaí x Barra da Tijuca. A Charitas x Leme entrou no pacote, tendo inicialmente 5 Alvorada da Braso Lisboa. Com o passaro do tempo, a 1001 assumiu parte da 740D e ambas criaram a Charitas x Copacabana, extinta no início dos anos 2000. Atualmente a 740D roda com 17 carros, divididos entre urbanos sem ar, urbanos refrigerados e rodoviários (serviço "AC");
999 (Charitas x Castelo via Icaraí/ via Fonseca - Rio Ita, Ingá, Garcia) - a 999 teve vida atribulada, começando como São Francisco x Lapa, passando para Charitas x Lapa e finalmente chegando ao Castelo. Como de praxe nos anos 90, a Rio Ita assume a 999 Icaraí, enquanto a Ingá fica com a 999 Fonseca. A Garcia passa a operar a agora 709D quando entra para o grupo Rio Ita, enquanto a Ingá transforma sua parte em 730D. Vale notar que este pool apresentou a separação definitiva dos ramais, semelhante ao ocorrido na 790;
765D (Passeio x Santa Rosa - Fortaleza, Rio Ita, Garcia) - a 765D foi inaugurada pela Fortaleza há quase 20 anos. Algum tempo depois, a Rio Ita pega parte da linha, completa seu setor Niterói e repassa sua parte para a Garcia. O pool da renumerada 565D permaneceu entre a Garcia e a Fortaleza até 2008, quando a Garcia assume a metade de sua parceira. Como curiosidade, a gigante Rio Ita operou as duas 565, completamente distintas uma da outra: a Passeio x Santa Rosa, ainda como 765, e a Venda das Pedras x Praça XV - antiga 555M.
Torino GV 96 da Fagundes, fazendo a 590M (Amendoeira via Tribobó). Progressivamente os Torino GV 1620 do grupo Rio Ita saem de circulação
Alvorada '87 da CTC, na padronização Urbano Rio I. Os OF da empresa estatal foram doados pelas companhias privadas, no segundo governo Brizola.
A Caravele operava GLS 96 VW na sua parte da Nova Aurora x Madureira. Nota-se a pintura ao padrão Rubamérica, mudando as cores de laranja e vermelho para azul.
A Vera Cruz, na época da Novacap, tinha Vitória 95 escalado para rodar a 800L.
Monobloco O371UP da 1001, efetivo da 996. A linha sempre foi a menina-dos-olhos do setor urbano.
Antes de adotar o RJ 100, a CTC tinha o RJ 118, como visto neste monobloco da 996.
Viale 2001 da 1001, atualmente rodando em Nova Friburgo. Nesta foto, o carro opera a 741D - Charitas x Copacabana.
Os Turquesa 1721 da Braso Lisboa foram os primeiros a rodarem no Rio. Os carros do setor RJ eram iguais aos empregados nas linhas municipais, exceto pelos bancos.
Articulado da CTC na 999 Icaraí.
A Rio Ita chegou a operar todas as linhas do Rio com ônibus Volvo, incluindo a 999 Icaraí. Ironicamente, os Torino LN efetivos da linha eram emplacados em Rio Bonito.
Padron Rio 1992 da Ingá, na 999 Fonseca (atual 730D).
Urbanuss ex-Santo Antônio na Garcia, atual operadora da 709D.
A Fortaleza operava Urbanus 1618 na sua parte da então 765D, com direito à píntura antiga.
Padron Rio da Garcia, recebido da Rio Ita junto com a 765D.
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| Wednesday, 4-Feb-2009 19:57 |
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Pasta 111 - Pools (operações compartilhadas)
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As operações compartilhadas são conhecidas como pools. A palavra, vinda do inglês, é usada no âmbito empresarial, representando união, fusão, conciliação ou comunhão de interesses. O sentido pode ser transposto literalmente para o ambiente dos transportes: toda operação compartilhada precisa ser minimamente acordada e conciliada entre seus participantes.
Não há uma regra para o pool existir. No entanto, é comum haver divisão de operações em linhas que exigem grande quantidade de carros. As pontes rodoviárias (Rio x São Paulo, São Paulo x Curitiba, São Paulo x Santos, Rio x Vitória etc) são bons exemplos: a partilha de horários, se bem realizada, dilui os gastos e os riscos e traz concorrência. Os serviços Baixada x Barra segue a mesma lógica, ao dividir os bônus (e os ônus) de linhas cuja demanda ainda não é certa.
Em outros casos, a divisão de uma linha por duas ou mais empresas visou atender a critérios emergenciais. As falências da CTC, ocorridas em 1990 e 1996, forçaram a união de várias empresas para atender a demanda da estatal. Verdun e TAU (206, C10), Rio Ita e 1001 (996), Rio Ita e Ingá (999) e o quarteto Flores, Caravele, São José e Vera Cruz (800L) são bons exemplos.
Por fim, há o pool criado para acomodar interesses de duas empresas que operam na mesma área. Exemplos são as linhas 941 (Pavuna x Caminho do Padre, da Pavunense e Auto Diesel, depois transformada na 727) e a 765D (Passeio x Santa Rosa), dividida entre Fortaleza e Rio Ita.
O resultado prático dos pools é muito discutido. Em certas linhas as empresas conseguem montar uma operação efetivamente conjunta e complementam-se umas às outras. Outras linhas sofrem competição interna, caracterizada pelo excesso de carros juntos e pela consequente irregularidade.
Alguns exemplos de operações compartilhadas são:
C10/206 (Bairro de Fátima x Central/ Silvestre x Castelo - Verdun e Amigos Unidos) - o setor Centro-Santa Teresa da CTC foi repassado às empresas particulares na época da primeira falência, em 1990. Verdun e Amigos Unidos assumiram as linhas C10, 206, 213, 214, 407 e 408, depois dividindo-as e enxugando as operações. Posteriormente a Transurb passou a operar a parte da Verdun, até que assumiu o setor todo (C10, 206, 214 e 407) em 2005;
217A (Andaraí x Saens Peña - Tijuquinha e Saens Peña) - a criação das linhas de integração entre a Grande Tijuca e a Saens Peña, entre 2004 e 2005, foi seguida de um acordo entre as empresas da área. A 226A, espelho da 226, foi operada pela Tijuquinha e a Saens Peña. Por sua vez, a 217A, parcial da 217, tinha ônibus da Tijuca como reforço. Depois de alguns anos, as duas descruzaram as participações e passaram a rodar as suas linhas normais;
219/229 (Usina x Praça XV - CTC e Tijuquinha) - antes de a CTC fechar, no fim do governo Moreira Franco, algumas linhas foram criadas como espelhos. Uma delas é a 229, uma cópia xerox da Usina x Praça XV via Frei Caneca. De lá para cá algumas modificações foram realizadas, como o ponto final no Centro e o itinerário, deixando de incluir a Lapa e o Passeio;
301 (Praça XV x Deodoro - Auto Diesel, Oriental e Campo Grande) - a 301 foi criada em 1992, no âmbito do terminal Deodoro. A operação compartilhada era necessária para diminuir os custos da implantação de carros articulados na linha, mas o projeto nunca vingou. A Oriental passou o bastão para a Ocidental, e a Auto Diesel, para a Vila Real. Atualmente rodam 4 carros da Campo Grande e mais 2 da Vila Real;
790 (Cascadura x Campo Grande - Bangu e Oriental) - a criação da linha, em 1990, foi uma vitória para a população do "outro lado" de Campo Grande, que não podia contar com a 689. As duas empresas adotavam um esquema exótico de operação, revezando-se nos dois ramais - Vila Kennedy e Vila Aliança. Recentemente, Andorinha e Oriental dividiram a 790: a primeira fica com a Vila Aliança, e a segunda, com a Vila Kennedy;
795 (Pavuna x Magalhães Bastos via Mariópolis - Novacap e Pavunense) - a 795 deriva da 793 (Magalhães Bastos x Pavuna), linha operada pela Pavunense desde os anos 60. Conta-se que a empresa teria autorização para explorar a variante Mariópolis desde 1981, mas só o fez tempos depois. Tal fato gerou reação judicial por parte da Novacap, que se sentia no direito de também rodar a linha. O pool foi efetivado por um tempo, até que a Novacap saiu da linha e a Pavunense voltou a rodá-la como 793 Mariópolis. Posteriormente surgiu a 795A, que se mantém até hoje;
859/S025/S026 (Marechal Hermes x Base Aérea de Santa Cruz - Santa Sofia, Andorinha e Jabour) - A Marechal x Base Aérea surgiu nos anos 90, aproveitando o vácuo que o precário serviço ferroviário abria na Zona Oeste e concorrendo com as linhas da Feital intermunicipal. A Santa Sofia iniciou o trabalho, esticando sua 859 de Campo Grande para Marechal Hermes. Pouco tempo depois foi seguida de Andorinha e Jabour, com os espelhos S025 e S026. O pool se manteve até a licitação da linha em 1997: ironicamente a Feital venceu e a assumiu como o código 856;
932 (Penha x Hospital Universitário, Lourdes e Três Amigos) - a 932 Fundão é derivada da antiga 932, Penha x Bonsucesso via Invernada de Olaria. A Lourdes a operou até 2002, enquanto a Três Amigos conseguiu autorização para criar a 956 Fundão, linha com 1 ônibus;
941 (Pavuna x Rua Caminho do Padre, Pavunense e Auto Diesel) - a 941 é uma linha local entre Pavuna, a Estrada Rio do Pau e o Village Pavuna. Nos guias de rua ela consta até 1994, sendo operada em pool: a dúvida fica por conta da Vila Real. Anos depois a linha é substituída pela 727 (Pavuna x Javatá), operada até hoje.
Urbanuss 16-210 98 da TAU, parado na Av. Nossa Senhora de Fátima. Após a empresa ter saído das linhas do Centro e Santa Teresa, os Busscar foram espalhados em linhas como a 176.
A Saens Peña colocou 5 Pluss 1722 na sua parte da 226A (Grajaú x Saens Peña). Quando ela saiu do serviço, os ônibus ficaram um tempo na 217A, depois sendo passados para a 217 Carioca.
Scorpion I da Tijuquinha. Na época da foto a linha já parava no Castelo, mas mantinha a volta na Lapa. Atualmente o 50015 é Torino 1722, da 220.
Um dos Torino LN escalados para rodar a 301. Com a Ocidental, a linha teve Vitória, Alpha, Urbanus F113, Turquesa e Senior.
Carolina V 1995 da Pavunense, operando a 727 ou a 941. Nesta época, a empresa usava micro-ônibus em serviços locais.
GLS 96 da Andorinha, na S025. A linha foi a única incursão da empresa em áreas depois de Campo Grande. Depois do pool, a frota foi realocada para linhas como 745, 746 e 790.
Torino 94 da Bangu, adquirido antes da cisão. A 790 é operada pela Andorinha, empresa surgida em 1995.
A 795A atualmente roda com Mega III e IV micrões, como o 32617.
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