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| Friday, 26-Jun-2009 17:54 |
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Pasta 139 - Zona Oeste: Andorinha
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Post com a Andorinha, a terceira empresa do grupo Breda/Expresso na Zona Oeste.
Criada em 1995, a nova versão da Andorinha era uma divisão cirúrgica da Bangu. Com a cisão, a empresa-mãe trocou de roupa. O tradicional creme-e-vermelho foi trocado pela pintura padronizada de Fortaleza, alterada para as cores vinho e azul escuro. A Andorinha adotou um layout semelhante, mas com outro desenho.
O ponto divisor da antiga Bangu foi a área de operação. Combinou-se que a nova firma operaria as linhas com foco em Bangu e a 391, seu único trajeto para o centro. Por sua vez, a nova Bangu se voltaria para Realengo, Padre Miguel e seus sub-bairros. Na ponta do lápis, tivemos:
383 - Tiradentes x Realengo (via Sulacap, Bangu)
391 - Tiradentes x Realengo (via Vila Militar, Andorinha)
715 - Deodoro x Jardim Novo (Bangu)
716 - Deodoro x Barata (Bangu)
717 - Deodoro x Murundu (Bangu)
719 - Deodoro x Senador Camará (Andorinha)
725 - Cascadura x Ricardo (Bangu)
739 - Sulacap x Bangu (via Realengo, Bangu)
741 - Barata x Bangu (Bangu)
742 - Cascadura x Barata (Bangu)
743 - Barata x Bangu (Bangu)
744 - Cascadura x Realengo (Bangu)
745 - Cascadura x Bangu (via Cpo. dos Afonsos, Andorinha)
746 - Cascadura x Jabour (via Sulacap, Andorinha)
777 - Madureira x Padre Miguel (Bangu)
790 - Cascadura x Campo Grande (via V. Aliança e via V. Kennedy, Andorinha)
794 - Cascadura x Bangu (via Barata, Bangu)
797 - INPS x Sandá (Andorinha)
798 - Bangu x Jd. Água Branca (Andorinha)
799 - Magalhães Bastos x Jd. Violeta (Andorinha)
800 - Santíssimo x Mal. Hermes (Andorinha)
960 - Penha x Senador Camará (Andorinha).
Como podemos ver, tirando exceções como a 391 e a 725, cada empresa ficou com um território bem redondo. Com o tempo tal situação irá mudar.
A Andorinha, em seus primeiros anos sob a gestão do grupo Guanabara, tinha um padrão de frota interessante. Embora ainda rodassem ônibus velhos como Alvorada, Vitória e Padron Rio, a renovação entre 95 e 98 foi interessante. Além de chegarem ônibus convencionais 0km - Vitória, GLS 95 a 97, Torino GV, Agilis - a frota foi aumentada para a operação de novos serviços. Um deles foi citado no suplemento Globo Zona Oeste, em outubro de 97:
Segundo informações da XVIIª RA, outras duas novas linhas de ônibus foram implantadas na região no início deste semestre: a 300 (Praça Quinze-Sulacap, via Avenida Brasil), com 20 carros; e a 926 (Coqueiros-IAPI da Penha), com 14 coletivos.
Conta-se que a primeira versão da 926 Coqueiros seguia direto pela Av. Brasil, assim como a 921. Posteriormente ela foi alterada para fazer o caminho de sua irmã 960, pegando a Av. Brasil em Barros Filho. No começo da década a 926 Coqueiros virou 926 Senador Camará x Penha, acabando com a 960.
O grupo Jacob Barata esteve na Andorinha até 2001. Neste ano uma nova administração assumiu a empresa, renovou parte da frota e mudou a pintura: do insosso azul e vermelho, o layout foi para uma combinação de laranja, amarelo e vermelho, resumido nas asas da andorinha. Infelizmente a nova direção não foi feliz no combate ao alternativo, que corroía linhas importantes como a 745, a 746 e a 926. A Andorinha teve a frota encolhida e chegou aos 112 veículos, além de passar batida entre os anos de 2001 e 2005.
A última parte da atual Andorinha teve como protagonista o grupo Breda, que entrou em 2004. A administração, que contava com o aporte financeiro de um grupo maior, iniciou um trabalho de renovação e ampliação de frota, de modo a melhorar a situação de linhas importantes como 391/790 e recuperar outras como a dupla 745/746. Dos 112 carros de 2004, a frota pulou para mais de 200 em 2008. Cabe destacar a operação-sufoca realizada na 746, que soma 57 ônibus em seus 3 ramais (Jabour, Sen. Camará e Bangu Shopping).
Com a aguda crise vivida por Ocidental e Oriental, a Andorinha assumiu duas linhas em caráter emergencial: 784 (Mal. Hermes x Vila Kennedy) e 684 (Méier x Catiri). Embora a empresa seja uma das mais sólidas da Zona Oeste, precisa retomar a renovação da frota e rever questões como a manutenção de seus ônibus, até para fazer frente ao transporte alternativo.
Padron Rio ainda com pintura da Bangu. Na época de transição, boa parte da frota tinha o layout antigo, o nome e a numeração da Andorinha.
Outro Rio, já com a primeira pintura.
GLS 95 filho único, que rodava em linhas como 800 e 960.
Os primeiros ônibus 0km foram Vitória 1620, em março de 1995. Pouco depois vieram alguns Torino GV.
Turquesa 99, que podia ser encontrado na 391, 790 e posteriormente na linha da Penha.
Na fase da Andorinha dourada, chegaram Micruss 814, Pluss e Viale 1721.
Parte dos Torino 1418 saiu para dar lugar aos City 1722 micrões, efetivos da 926.
A "nova" Andorinha surgiu em janeiro de 2005, com frota quase inteiramente renovada. Os Thunder podiam ser encontrados na 745 e na 797.
Thunder 2007 na 684, Méier x Padre Miguel.
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| Saturday, 13-Jun-2009 09:15 |
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Pasta 138 - Av. Rio Branco em 1978
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Av. Rio Branco em 1978
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Mais uma imagem do acervo do Marinaldo Jr. Notem que toda foto da Rio Branco parecerá a mesma coisa, pelo fato de a avenida não passar por grandes modificações desde os anos 60. O legal fica por conta dos elementos de época.
Temos a decoração de Natal, iniciativa que não cheguei a ver pessoalmente, um Fusca táxi e dois frescões: Acari e Alpha. O hábito de atravessar fora da faixa não mudou.
Volte sempre!
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| Wednesday, 10-Jun-2009 12:53 |
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Pasta 137 - Méier, Madureira, R. Miranda, C. Neto, Irajá: 685
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Pasta sobre uma das linhas mais tradicionais do Méier, a 685. A linha, atualmente explorada pela Rubanil, é uma exceção nas auxiliares norte da Dias da Cruz: apenas ela vai além de Cascadura, Madureira ou adjacências. Virei usuário dela desde a semana passada, correndo quase todo o percurso (Sendas do Méier x Pça. N. S. da Apresentação).
Criada em 1965, a linha era explorada pela Estrela de Prata, que também fazia a 277 (Pça. XV x Quintino), a 650 (Eng. Novo x Mal. Hermes) e a 670 (Méier x Madureira). Seu itinerário sempre foi tortuoso, com direito a um passeio em Rocha Miranda e Honório Gurgel. A volta até Coelho Neto se justifica pelo fato de a 685 ser inicialmente Coelho Neto x Méier, enquanto o esticamento, ocorrido entre 72 e 73, conferiu aos moradores da Rua dos Diamantes e Ururaí uma opção para o centro de Irajá e a Água Grande.
Até 1981 a Estrela de Prata foi responsável pela operação da Méier x Irajá. Com a lei dos 120 carros, a empresa foi desfeita e suas linhas espalhadas. A dupla 277 e 650 foi para a Acari, enquanto a 685 ficou um tempo com a Lourdes. Posteriormente a Rubanil a assumiu. Vale notar uma curiosidade: enquanto a Rubanil operava 623 e 625, a Lourdes ficou um tempo na área de operação da Rubanil. Depois as duas estabeleceram seus territórios de forma mais sólida.
Na Rubanil, a 685 rapidamente se tornou uma das linhas mais importantes da casa. Pelo que me lembre, a partir de 1989 já rodava carro novo com frequência aqui no Méier. Entre 1993 e 2000, todas os ônibus 0km davam uma passada na linha, exceto os Carolina V e os Svelto FD 1721.
A situação da linha começa a decair com o crescimento do alternativo, em 2003. A 685 perde seus Urbanuss curtos e passa a rodar com 24 GranMicro 2003. Os micros poderiam ser um bom apoio se colocados nas antigas parciais ou mesmo como reforço de frota, mas a troca pura e simples sobrecarregou os ônibus e abriu ainda mais brechas para as kombis. Em 2006 todos eles estavam em condições muito ruins.
A recuperação da Rubanil, iniciada em 2006, felizmente abrangeu a 685. Os 24 micros foram substituídos por 30 micrões 0km, que não são perfeitos para a demanda muito pingada da linha, mas são mais confortáveis que os GranMicro. Ocasionalmente aparecem alguns Svelto ou Vip, a efetivação de alguns convencionais agilizaria o fluxo e reduziria o tempo de viagem.
Podemos dizer, em resumo, que a 685 teve as seguintes linhas e sublinhas.
685 - Méier x Coelho Neto (1965 - 1972/73 - linha original)
685 - Méier x Irajá via Colégio (1972/73 - atualmente - extensão)
685 - Méier x Irajá via Fazenda Botafogo e Pq. Colúmbia (???? - atualmente - variante)
685 - Madureira Shopping x Irajá (1996/97 - 2000/01 - parcial)
685 - Méier x Rocha Miranda (2000 - 2001 - parcial)
685 - Méier x Pq. Colúmbia (anos 2000 - parcial).
Em 1993, os saudosos Vitória 1618 foram escalados para a linha. Alguns, como o 73041, foram parar na 685 Madureira. Meses depois, em 1997, foram substituídos pelos...
...Urbanus 16-180. Os carros trocaram boa parte da linha, e ficaram quase 6 meses à espera de emplacamento.
Em novembro de 1994, a Rubanil adquire alguns GLS 16.180. Embora eles tenham aparecido novos na 685, só se efetivarão anos depois. A linha também ganhou GLS ex-Tinguá, como o 73064, para trocar os surrados Rio Ford e VW.
Os saudosos Urbanuss curtos chegaram ao Méier em outubro de 2000, renovando a frota da linha. Alguns, como o 73088, saíram em 2002.
Por sua vez, os primeiros Svelto NS são de novembro de 2000. Passearam na 685 quando chegaram e quando foram embora.
Os GranMicro da 685 eram divididos em 14 VW e 10 MBB, todos de 2003. Os MBB não tinham som ambiente.
Conta-se que a compra total de GranMidi micrão chegou às 70 unidades, divididas entre 629 (40) e 685 (30). A linha do Méier foi renovada primeiro.
De vez em quando a América emprestava carros para a 685. Poderiam ser Urbanuss 1721, GranMicro ou os comuns Urbanus VW.
Acervo Luiz Eduardo/ Cia. de Ônibus/ autoria desconhecida. Volte sempre!
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| Sunday, 7-Jun-2009 00:13 |
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Pasta 136 - Zona Oeste: Ocidental
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Pasta sobre a vedete das últimas semanas, a Ocidental, sua tortuosa trajetória será resumida aqui. Faltam algumas fotos, voltem mais tarde.
Criada em 1995, a empresa se origina de acontecimentos que remontam à década passada. Conta-se que a intervenção realizada pelo governo fluminense deixou a Oriental à deriva, o que culminou na entrada da Amigos Unidos após 1988. Anos depois, a TAU cria sua própria companhia e se retira da Oriental. Pode-se dizer que as crises, as alterações operacionais e os solavancos fazem parte da história da Ocidental.
A Ocidental original tinha área de atuação muito bem definida. Logo após a cisão, faziam parte da empresa as seguintes linhas:
301 - Pça. XV x Deodoro
389 - Tiradentes x Vila Aliança
396 - Tiradentes x Bairro Jabour
397 - Tiradentes x Campo Grande
689 - Méier x Campo Grande
784 - Mal. Hermes x Vila Kennedy
811 - Bangu x Vila Kennedy
812 - Bangu x Guandu
813 - Bangu x Catiri
817 - Campo Grande x Fazenda Botafogo (parcial da 397)
819 - Bangu x Jardim Bangu.
Noves fora a 301, a 784, as linhas circulares de Bangu e a 389, as outras linhas passavam pelo lado "ocidental" da linha férrea, ao oeste. Nesta primeira fase, entre 95 e 99, as renovações de frota eram bem-dosadas e variadas. Havia Scania para as linhas pesadas, Alpha para a 689 e Millenium para a dupla dinâmica 397/689. Em 98, a empresa assume o transporte do parque temático Terra Encantada, local que nunca atendeu à proposta inicial.
A Ocidental começa a crescer - ou inchar - em 1999. Ela assume grande fatia da Santa Sofia, composta das seguintes linhas e 60 ônibus:
857 - Campo Grande x Sete de Abril
858 - Campo Grande x Santa Cruz (via Cesário de Melo)
859 - Campo Grande x Base Aérea de Santa Cruz
860 - Pedra de Guaratiba x Conjunto Manguariba
861 - Reta do Rio Grande x Cesarão
862 - Urucânia x Conjunto João XXIII
863 - Conjunto São Fernando x Cesarão
881 - Campo Grande x Vilar Carioca
886 - Santa Cruz x Jesuítas
892 - Santa Cruz x São Benedito.
Como podemos ver, a empresa ficou responsável pelo transporte interno de Santa Cruz, junto com boa parte das linhas da Cesário de Melo. O repasse ampliou a Ocidental, mas a colocou numa região onde o alternativo já mostrava certa pujança. Sintomaticamente, a única linha operada com muitos carros é a 858.
Após assumir um naco da Santa Sofia e fazer uma renovação expressiva em 2000 (mais de 60 ônibus 0km, entre Viale 1721 e Senior 814), a Ocidental pega mais três linhas da falida Mosa. A operação fez parte de um serviço emergencial iniciado em março de 2002:
340 - Vila Kosmos x Pça. XV (via Rua Uranos e Praça Mauá)
345 - Vila Kosmos x Pça. XV (rápido/ via Av. Meriti e Lucas)
346 - Vila Kosmos x Pça. XV (via São Cristóvão, Leopoldina e Pres. Vargas)
Pode-se elogiar a empresa por ter ressuscitado três linhas que estavam à beira da morte, mas a operação prolongada podia trazer - e trouxe - problemas para a estrutura da Ocidental. Os recursos que poderiam ser usados nas linhas mais problemáticas da Zona Oeste foram aplicados em trajetos que não tinham relação com a empresa. Após um tempo, o trio 340, 345 e 346 voltou a ter as mesmas condições da época da Mosa.
O último surto de crescimento ocorre quando a Ocidental já demonstra certo inchaço. No início de 2006, a Santa Sofia repassa mais linhas e forma o quarto setor de sua irmã:
786 - Mal. Hermes x Campo Grande
828 - Augusto Vasconcelos x São Jorge
846 - Campo Grande x Rio da Prata
847 - Campo Grande x Rio da Prata
848 - Campo Grande x Monte Santo
S027 - Mal. Hermes x Urucânia
Junto com as linhas, chegou uma remessa de Svelto 1418 micrão, a última compra de veículos novos da Ocidental. Entretanto, o ponto fraco da empresa se acentua: a excessiva quantidade de linhas, com perfis muito diferenciados. A 858 tem necessidades diferentes da 689, que não complementa a 345, que por sua vez faz um caminho completamente diferente da 397. A antiga Auto Diesel também passou por tal problema, resolvido com as cisões entre 94 e 95.
A situação da Ocidental piorou a olhos vistos entre 2006 e 2009, com a nítida piora da frota. Os Viale e Turquesa, que eram ônibus um pouco velhos mas adequados, passaram a quebrar constantemente, reduzindo a quantidade de veículos na rua e prejudicando a operação de diversas linhas. A situação, que contou com lances pitorescos como o recebimento de Cidade I 98, se modifica com o pool estabelecido pela SMTU. Linhas como 389, 396 e 784 vão para empresas como Bangu, Campo Grande e Andorinha, enquanto a 397 é dividida com a Amigos Unidos.
Espera-se os próximos capítulos desta novela, que tem poder para influenciar boa parte da Zona Oeste.
Acervo: Luiz Eduardo/ Cia. de Ônibus. Volte sempre!
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| Monday, 25-May-2009 14:14 |
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Pasta 135 - Carrocerias: Ciferal Agilis
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A família de produtos da Ciferal foi bastante influenciada pela Cia. de Transportes Coletivos, a famosa CTC. O popular Alvorada derivou do Briza, por sua vez criado a partir do Amazonas. Outro caso é o Mikron, que originou o modelo desta pasta, Agilis.
Lançado na metade dos anos 80, o Mikron foi encomendado pela CTC. Fazia linhas como as de Sta. Teresa (206, 213 a 215, 406 a 408) e os cabritinhos dos morros da Formiga e do Tuiuti. Na mesma época a iguaçuana Niturvia adquire algumas unidades, com duas portas e cobradora, para operar serviços municipais. Conta-se que a intenção da empresa era oferecer uma opção especial, mas a idéia não foi à frente.
Após o lançamento de um raríssimo modelo híbrido, com a frente do Agilis e a carroceria do Mikron, o primeiro Agilis propriamente dito nasceu em 1997. A Vila Real adquiriu imediatamente algumas unidades, que foram colocadas em linhas como a 773, 778 e a parcial da 908 entre Bonsucesso e Inhaúma. Por sinal, alguns dos micros fizeram sucesso por terem TV e rádio.
O desenho caracteristicamente reto do modelo, se comparado ao concorrente Senior GV, agradou a muitos empresários que eram clientes da Ciferal. O Agilis teve espaço cativo nas empresas do grupo Jacob Barata - VIla Real, Alpha, Andorinha, Braso Lisboa, Estrela, Jabour, Eva, Bangu e Tijuquinha - e em firmas independentes. Bons exemplos são a Estrela Azul, a Paranapuan, a São Jorge (RJ 136) e a São Silvestre.
Comum na versão urbana e semi-urbana, com piso antiderrapante e poltronas altas, o Agilis também foi adquirido na versão rodoviária. A Petro Ita e a Coesa o usarem em linhas especiais, com destaque para a Coesa. A empresa de São Gonçalo estreou o serviço rodoviário Special com os Agilis e Senior GV refrigerados, no primeiro semestre de 1998. De acordo com o Globo Niterói, de abril/98, os moradores de São Gonçalo já podem deitar e relaxar, assistindo à televisão sob uma temperatura que nunca excede os 22 graus, no caminho de casa até o Centro do Rio. O preço da mordomia, que está sendo oferecida por microônibus da empresa Coesa, é R$ 3,50.
O Agilis I continuou sendo fabricado e adquirido até o segundo semestre de 1999. Após um período de pausa foi testado o Agilis II, cujo único exemplar foi adquirido pela Expresso Mangaratiba. O modelo mantinha o estilo quadradão, um pouco suavizado pelo conjunto ótico do Volare e pela traseira do Cidade II.
Tempos depois, em 2004, foi lançado o último representagem da linhagem, Minimax. Infelizmente, por chegar numa época de menor importância da Ciferal, o modelo não teve o sucesso esperado.
Os Agilis da Braso Lisboa eram difíceis de ser vistos. Os normais rodavam nas linhas do Caju, sendo substituídos em menos de 2 anos. Por sua vez, os do Rio Orla rodaram até 2002, junto com os 2 carros do Lagoa Orla. Cabe ressaltar que este último serviço acabou com a venda dos Agilis 99.
A Vila Real foi a primeira a receber Agilis 814, ainda em 1997. Os micros, com 21 poltronas estofadas, rodavam como complemento aos ônibus normais das linhas 773, 778 e 908.
Em janeiro de 1998, a São Silvestre adquire Agilis 0km para a 406 (Rodoviária x Largo do Machado). Tempos depois os ônibus foram renumerados e remanejados para as linhas da Praça São Salvador.
A Del Rey, operadora municipal de Itaboraí, adquiriu alguns Agilis da Jabour..
...que também apareceram na sua irmã Eva. Os micros, adquiridos entre 98 e 99, faziam linhas circulares entre Santa Cruz e Sepetiba.
Já a Tijuquinha recebeu os seus em 1999, vindos da Braso. Os micros foram colocados na 221 (Praça XV x Maracaí), na E08A (Maracaí x São Conrado) e na 705 Barra Sul, substituindo os Carolina V.
Na Estrela, o modelo inaugurou a nova pintura em 1998. Alocados na 651, 652, 653 Cascadura e 678, logo vieram mais como reforços de frota (82651 - 665). Além dos Agilis ex-Alpha, havia os ex-Braso: 555, 585, 587 e 588.
Após rodarem por 6 anos na 110D, os Agilis da Coesa foram parar com o ar desligado nas linhas de Niterói.
O raro Agilis II da Expresso Mangaratiba possuía duas portas e cobrador. Hoje ele se encontra na Costeira, em Mangaratiba.
O "pai" da linhagem, o Mikron é de 1986. Nesta foto, pode-se ver um exemplar 0km, com as vistas 407 - Lgo. do Machado x Guararapes, esperando a entrega.
Fotos: Acervo Luiz Eduardo/ autoria desconhecida. Volte sempre!
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| Wednesday, 20-May-2009 20:38 |
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Pasta 134 - Grupo TAU: Amigos Unidos, Ocidental, Santa Sofia
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Na última semana, as especulações e discussões sobre o futuro do grupo TAU, composto de Ocidental, Santa Sofia e Amigos Unidos, se intensificaram. Passando ao largo de maiores análises, que farei depois, mostro algumas fotos de tempos nos quais as três empresas compravam ônibus 0km.
Fotos: Acervo Luiz Eduardo/ autoria desconhecida. Volte sempre!
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| Wednesday, 20-May-2009 18:47 |
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Pasta 133 - Friburguense em 1967
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Publicidade de Motores Perkins (1967)
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Mais uma imagem do Marinaldo Jr. Essa propaganda é interessante pelo que se lê e pelos elementos de época.
Antigamente era possível ver mais anúncios de ônibus e caminhões nas revistas de grande circulação. Montados sob a forma de testemunhal, tais peças tinham as vantagens de identificar o público-alvo com uma situação real de uso do produto e, ao mesmo tempo, conferir boas referências . Até hoje podemos ver esta estratégia em propagandas do ramo: a MBB, por exemplo, usa frequentemente a paranaense Garcia em seus comerciais.
Temos, na figura abaixo, a Perkins vendendo as qualidades de seu motor. A escolhida para testes foi a Viação Friburguense, que operava Rio x Friburgo. Com o novo equipamento, a viagem passava de 3h40 (lembrem-se que os ônibus dos anos 60 eram mais fracos e o percurso era maior) para 3 horas. A Perkins, atualmente, trabalha com motores pesados, e a Friburguense seguiu o roteiro das empresas pequenas e foi engolfada por uma maior.
Acervo: Marinaldo Jr. Volte sempre!
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| Wednesday, 13-May-2009 11:25 |
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Pasta 132 - Rio (Praça XV) x Niterói (Barcas)
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Rio e Niterói, apesar da separação imposta pela Baía de Guanabara, sempre tiveram laços funcionais muito fortes. A antiga capital federal e a capital do Estado do Rio passaram a contar com o serviço de transporte aquaviário na segunda metade do século 19, posteriormente sendo adequado para o transbordo de veículos automotores.
A greve da CONERJ (Companhia de Navegação do Estado do Rio de Janeiro), em 1983, fez surgir o embrião da famosa 100D. À época, o polêmico governador Leonel Brizola autorizou um esquema especial de transportes para suprir a falta das barcas. Tal sistema era operado prioritariamente pelas empresas privadas da área: uma delas é a Mauá, que também conseguiu a permissão para operar um serviço especial ligando Castelo a Alcântara via Dr. March e São Gonçalo.
Nos anos 90, a Praça Araribóia x Praça XV se tornou uma linha mais regular, virando efetiva opção às barcas. Ela continuava com a Mauá (540D) mas já contava com o reforço da Rio Minho (022D) e, a partir de 1995, da Rio Ita. A frota era variada, podendo ter Vitória Mercedes e Scania, Torino GV Mercedes, Ford e Volvo, Nielson Urbanus ou mesmo monoblocos rodoviários. Entre 2000 e 2002 o grupo Rio Ita sai da linha e a Mauá assume sua parte, renumerando a linha para 100D.
A atual Praça XV x Niterói é uma linha muito rentável, tanto pelo trajeto menos exigente (curto, velocidade média relativamente alta) quanto pelo grande fluxo de passageiros, conferido pela intensa ligação entre o Rio e NIterói. A Mauá faz um serviço inegavelmente bom e soube fidelizar os muitos passageiros do trecho, mas outros fatores menos cotados ajudam a explicar o serviço:
* a falta de ligações entre bairros de São Gonçalo, Itaboraí e o Centro do Rio: grande parte dos usuários da 100D salta nos primeiros pontos após a Ponte, fazendo o transbordo para linhas de Niterói para São Gonçalo e Itaboraí. A falta de linhas para pontos específicos das duas cidades, embora justificável pelo ponto da demanda irregular, turbina a Niterói x Praça XV como linha de conexão;
* a falta de ligações entre as Barcas e o eixo Pres. Vargas/Leopoldina: as linhas da Ingá, da 1001 e da Garcia, quando não passam pela Jansen de Melo, vão pela Alameda (730D). A opção neste trecho, Charitas x Gávea via Lapa, teve um tratamento irregular por parte da 1001 e atualmente encontra-se desativada;
* a falta de linhas auxiliares no Caju e em São Cristóvão: a 100D tem numerosa demanda, não atendida pelas Barcas e concentrada no eixo Arsenal de Marinha x Praça Mauá x Rodoviária. Chegando no Caju, os ônibus estão cheios mas precisam comportar os passageiros do bairro e das proximidades. Uma solução viável seria a uniformização da 702 (Niterói x São Cristóvão, ABC), igualando sua tarifa com a da 100D e, de quebra, alterando o itinerário para incluir o Metrô de São Cristóvão. Desta forma, expressiva parcela dos passageiros do Méier e da Tijuca que vai até a Praça XV poderia economizar tempo e distância.
Como curiosidade, a prefeitura carioca implica com a Niterói x Praça XV desde o governo Conde. Talvez por considerar que a ligação entre as duas cidades tenha de ser feita pelas Barcas - e esquecendo a ausência de integração intermodal para atender aos passageiros fora do Centro, por sinal - a linha foi modificada algumas vezes. No Plano Diretor de Transportes, a linha de ônibus é considerada uma concorrente predatória do serviço aquaviário.
A Coesa operou a Niterói x Rio em caráter emergencial. Atualmente a empresa não opera no centro da antiga capital fluminense.
Os Vitória Scania da RIo Minho podiam ser vistos em duas linhas muito diferentes: a Niterói x Piabetá (511Q) e a Niterói x Praça XV (022D). No início de 99 o 166.024 rodava no centro carioca.
As renovações 1995 da Mauá tiveram como destino certo duas linhas também muito diferentes entre si: a Alcântara x Méier (533D) e a sua parte da Niterói x Praça XV, 540D. A linha só ganhou visibilidade com os novos Viale BelloBus (99 a 2002) e com a nova numeração - 100D.
Duas coisas que pouca gente esperava ver na Mauá: serviço refrigerado na 100...
...e ônibus da VW.
Acervo: Luiz Eduardo/ fotos Cia. de Ônibus. Volte sempre!
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| Wednesday, 6-May-2009 21:37 |
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Pasta 131 - Tijuca em 1982
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Saens Peña em 1982
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Foto da Praça Saens Peña em 1982, logo após a abertura da estação metroviária. Agradeço ao Marinaldo Jr, visitante assíduo do site, por ter cedido um belo conjunto de imagens.
Nota-se, pela visão mais ampla, a nova arrumação da praça, um dos maiores subcentros cariocas. Pelo pouco movimento nas calçadas e na Conde de Bonfim, pode-se presumir que seja sábado ou domingo.
O fim das obras do Metrô foi um alívio para os comerciantes da área. A Khalil M. Gebara, famosa casa de tecidos, aproveitou a inauguração da estação para atrair os clientes oferecendo bilhetes grátis.
Acervo: Marinaldo Jr./ Revista Manchete (?).
Volte sempre!
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| Monday, 4-May-2009 09:44 |
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Pasta 130 - Linhas do Rio de Janeiro: Centro
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O centro carioca é um ponto terminal de linhas provenientes de toda a cidade e da Região Metropolitana. Para facilitar a circulação local, foram criados vários serviços restritos ao Centro.
Via de regra, as 0XX eram operadas pela CTC. A famosa 010, antiga Mauá x Fátima e atual Central x Fátima, rodava com a Mosa mas depois foi para a estatal. Resumidamente, havia as seguintes linhas 0XX:
001 - Praça Mauá x Aeroporto (via Rio Branco, Praça XV, Cinelândia, Castelo, Av. Beira-Mar, Uruguaiana - Circular Centro/Verdun)
003 - Estrada de Ferro x Castelo (via Visconde de Inhaúma, Rio Branco, Av. Beira-Mar, Primeiro de Março - CTC)
004 - Rodoviária x Castelo (via Central, Rua Camerino, Av. Passos, Arcos da Lapa, Passeio. Volta via Mem de Sá, Campo de Santana, Túnel João Ricardo - CTC)
005 - Rodoviária x Aeroporto (via Santo Cristo, Visconde de Inhaúma, Rio Branco, Av. Beira-Mar, Praça XV, Visconde de Itaboraí - CTC)
006 - Hospital dos Servidores x Lapa (via Campo de Santana, Frei Caneca, Av. Henrique Valadares, Cruz Vermelha, Rua do Riachuelo. Volta via Tiradentes, Campo de Santana, Central, Av. Venezuela - CTC)
010 - Bairro de Fátima x Central (via Passeio, Castelo, Praça XV, Praça Mauá - CTC)
Com o primeiro fechamento da CTC, em 89/90, as linhas 004 e 005 foram desativadas e a 010 começou a ser operada em pool. Antes do fechamento definitivo a 003 e a 006 não rodavam mais.
Por serem muito curtas, a tarifa das circulares Centro era diferenciada. A instituição da tarifação única, em 1993, mexeu justamente com elas e conferiu uma importante vantagem comparativa em relação aos outros serviços municipais. Enquanto linhas como as da Zona Oeste transportam o passageiro por 30 ou 40 km por 2,20, o usuário da C10 paga os mesmos 2,20 para ficar três pontos no ônibus.
Aproveitando o numeroso público que trabalha no Centro e precisa deslocar-se, a Verdun criou em 1991 o Centro Rio. A linha, operada por Senior G4 semi-rodoviários, tinha tarifação diferenciada e opções de integração com o Metrô. A parte mais dinâmica do Centro era atendida, notadamente o eixo Aeroporto x Castelo x Rio Branco x Praça Mauá. Infelizmente o serviço não durou muito tempo, mas sinalizou a possível demanda que linhas de padrão superior poderiam ter.
Por fim, recentemente foi criada a linha de integração com o trem. Fazendo o itinerário Central x Castelo via Carioca e Tiradentes (não confundir com a antiga 003), o serviço especial é operado pela São Silvestre. Embora haja a necessidade de uma linha complementar à C10, a Trem-Ônibus encurtou sobremaneira a distância entre a Central e o centro financeiro do Rio.
Metropolitana dos anos 60 circulando no centro da antiga capital federal. A 003 lembra a atual Trem-Ônibus, mas passava por ruas como a Visconde de Inhaúma.
A CTC adquiria ônibus com motor traseiro/central e, quando possível, suspensão pneumática. A C10 rodou com Gabriela II OH-1313 por um longo tempo.
Folder do Centro Rio, linha 001 (Aeroporto x Praça Mauá). Destaque para o slogan "Pense Grande, Pense em Micro".
O layout do Centro Rio, cinza grafite, é semelhante ao do Rio Orla (verde), Barrinha (azul) e Urca (rosa).
Os últimos carros da Amigos Unidos na C10 foram os Thunder+ 915...
...sendo seguidos pelos Vip 1721 com ar da Transurb, na fase de transição.
Acervo: Luiz Eduardo/ fotos Cia. de Ônibus. Volte sempre!
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