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| Saturday, 26-Dec-2009 14:23 |
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Pasta 148 - Méier (2 anos do site!)
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05 - Viaggio G4 O371RS
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25525 - Rio 1618
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25533 - GLS 94 1620
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42517 - Cermava
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42514 - GLS 94 1620
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42636 - Torino LN 1620
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59049 - Rio 1315
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59027 - Vitória 1620
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58526 - Cidade I 1721
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Pasta atrasada, mas especial, para comemorar os dois anos do site. Agradeço aos colaboradores, aos comentantes frequentes, aos eventuais e aos visitantes.
Para comemorar os dois anos, com quase uma hora de atraso, seguem algumas imagens do transporte aqui no Méier. Como de praxe, o espaço de comentários está livre para quaisquer dúvidas, correções, críticas e comentários. Curtam as fotos!
O frescão da Matias começou a rodar em 1975, como Castelo x Eng. de Dentro via Frei Caneca (AS05). Posteriormente foi criada a Castelo x Méier. Em 91 a linha do Eng. de Dentro voltou e roda até hoje, ao contrário da Castelo x Água Santa (criada em 92).
O eixo Méier x Centro é atendido por várias linhas, passando por caminhos diferentes entre si: São Cristóvão (277, 474), UERJ/Radial Oeste (247, 249, 254, 383, 391, 232), Tijuca/Estácio (238, 239).
Para a Zona Oeste, temos a Bangu (383), a Andorinha (391, 684) e a Ocidental (689). A Méier x Campo Grande é a principal linha do grupo.
Indo para a Leopoldina, várias linhas podem ser escolhidas: 680, 673, 679 e 676. Algumas em trânsito, como o quarteto 621/22/23/25, também servem ao Méier.
As duas circulares do Méier são as linhas 661 e 662, atendendo a bairros como Cachambi, Maria da Graça e Del Castilho. Operadas pela Caprichosa, ano passado foram vendidas para a Lourdes.
Várias linhas ligam o Méier a Cascadura, Madureira, Irajá e Pavuna: 685 (Mercadão, Rocha Miranda, Coelho Neto), 669 (Portela, Marechal Hermes, Guadalupe), 653 (Madureira, Marechal Hermes) e 687/88 (Irajá, Coelho Neto, Pavuna)
Para a Zona Sul, temos 6 linhas: S09 (Lins x Leme, via Santa Bárbara), 456 (Norte Shopping x General Osório), 457 (Abolição x General Osório), 455 (Méier x Copacabana), 474 (Méier x Jardim de Alah) e 476 (Méier x Leblon), a única que passa nas proximidades da Gávea e do Jardim Botânico.
Para Jacarepaguá e a Barra, há empresas como a Transurb (691), Redentor (266, 636, 691), Futuro (267) e Litoral Rio (690)
Inesperadamente, a Três Amigos iniciou a 638A (Méier x São Francisco Xavier/ metrônibus). A linha, parcial da 638, custa 2,20 na passagem normal.
Há 7 linhas intermunicipais no Méier:
560L - Caxias x Méier (Bicão, Norte Shopping) Vera Cruz
560L - Caxias x Méier (Bicão, Eng. de Dentro) Vera Cruz
533D - Alcântara x Méier (São Gonçalo, Av. Brasil, Del Castilho) Mauá
534D - Alcântara x Piedade (São Gonçalo, Av. Brasil, Del Castilho, Méier, Dias da Cruz) Mauá - linha inativa
543L - Nova Iguaçu x Méier (Deodoro, Eng. de Dentro) N. S. da Penha
544L - Nova Iguaçu x Méier (Deodoro, Norte Shopping) N. S. da Penha
729L - São Vicente x Méier (Coelho da Rocha, Pavuna, Madureira) Flores.
Cia. de Ônibus
Luiz Eduardo
Acervo Chopp Duplo (autoria desconhecida).
Volte sempre!
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| Thursday, 24-Dec-2009 16:50 |
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Bem-vindo ao Chopp Duplo!
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Bem-vindo ao site. Abaixo vão alguns pontos importantes:
* aqui NÃO terá novidade o tempo todo. Se puder colocar, ótimo, do contrário, vários outros colegas o farão com mais rapidez;
* discordâncias são saudáveis e devem existir. No entanto, o bom senso prevalecerá: discussões pessoais ficarão no pessoal, ninguém é obrigado a saber de problemas dos bastidores;
* da mesma forma, as reclamações por si sós serão encaminhadas aos órgãos competentes. Aqui, elas serão acompanhadas por sugestões, já que nos propomos a falar um pouco dos transportes;
* não tenho contato direto com nenhuma empresa. Quando for o caso, recorra aos links colocados na lista anexa;
* fotos originais, só pedir (luizepsls@gmail.com)
Volte sempre!
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| Wednesday, 9-Dec-2009 01:55 |
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Pasta 147 - A Tarifa Única
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369 - Tiradentes x Pedra de Guaratiba (via Cachamorra)
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864 - Bangu x Campo Grande
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503 - Botafogo x Alto Leblon
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Post sobre a polêmica tarifa única carioca. Aviso de antemão que o texto será longo, mas contribuirá para o esclarecimento de alguns pontos que geralmente passam batidos em qualquer discussão sobre transportes. Não sou técnico da área mas sim geógrafo, o texto seguirá nesta direção. Comentários, críticas e correções serão bem-vindos.
1 – A Tarifa Única
Antes de tudo...o que é tarifa? Alguns estudiosos do meio a definem como preço público fixado para cobrar do usuário os serviços prestados. Tarifa também é um instrumento de política de distribuição de renda, de ordenamento espacial, de distribuição de demanda, e de comprometimento social.
Os ônibus cariocas, até 1993, adotavam o sistema de tarifação pela distância. Em janeiro do citado ano havia seis patamares, com a tarifa mais barata custando 80% da modal, e a mais cara, 264%. Em valores atuais, teríamos quantias entre R$ 1,75 e 5,80. As fichas, usadas pelos funcionários das empresas para demarcar os trechos de tarifa, foram adotadas como sinônimo de “passageiros transportados”.
A segmentação das tarifas trazia um problema social bastante importante. Por motivos geográficos, o Centro do Rio não se localiza na área central propriamente dita. Desta forma, a distância entre o extremo oeste da cidade (Campo Grande e Santa Cruz) ultrapassa facilmente os 50 km, o que elevava as tarifas para o patamar mais alto. Entretanto, proporção razoável da população de menor renda está na região, o que acarreta dupla desvantagem: salários menores e maiores gastos com transporte. A tarifa única soluciona tal impasse, mas criou outro descrito na comparação abaixo:
247 (Camarista Méier x Passeio) -> 50 passageiros por viagem, 17 km em cada perna, 50 minutos de viagem
381 (Castelo x Pedra de Guaratiba) -> 50 passageiros por viagem, 70 km em cada perna, 120 minutos de viagem.
Pode-se considerar que a linha da Verdun carregará proporcionalmente mais que a linha da Jabour. A explicação foge ao controle das empresas: muito resumidamente, quem mora perto do Centro tende a visitá-lo mais frequentemente, fora do fluxo pendular. O usuário da 247 pode ir e voltar da Rio Branco em menos de 2 horas, o que não acontece com quem mora na Estrada do Mato Alto ou na Pedra. Para este usuário, a linha até Campo Grande talvez seja mais importante.
Pela conjunção dos fatores acima, pode-se pensar que as empresas com linhas de perfil mais pendular (a Oeste é o exemplo mais direto) ficaram com problemas nas mãos. A solução veio embutida no projeto de tarifa única, mas nunca chegou a ser aplicada: uma câmara de compensação tarifária, que reduziria as distorções entre serviços tão díspares como a C10 (Central x Bairro de Fátima) e a 368 ou a 369.
A saída do problema veio em 2002, com a popularização do serviço refrigerado. A Oeste paulatinamente colocou AC em quase todas as linhas para o Centro, fortalecendo o serviço parador “quentão” até o metrô de Coelho Neto. A tarifa autorizada era o dobro da modal, o que equivale atualmente a R$ 4,40. Mais recentemente, a empresa passou a colocar ônibus rodoviários a R$ 7,00. A Jabour, que opera a 381, seguiu o mesmo caminho.
2 – Os Desdobramentos
O progressivo fim da tarifa única, com a autorização de serviços especiais que tomaram o lugar das linhas regulares, trouxe algumas consequências nem sempre óbvias e que vão além do inegável lado empresarial. Vamos a elas.
Quem usa ônibus sempre, para realizar variados compromissos, sabe que o orçamento pode dispensar os supérfluos mas não o transporte. Se a tarifa aumenta muito e o salário permanece o mesmo, os passeios de fim-de-semana e as compras no comércio se reduzem. Considerando que tal situação ocorre com uma população razoavelmente extensa, pode-se presumir que algumas linhas de ônibus tenham perdido clientela potencial. Exemplo é um hipotético morador de Santa Cruz, que não pode mais contar com a 399 Carioca a R$ 2,20. Sua opção mais barata para o Centro – exclusive o trem, que poderá exigir passagem de ônibus - será a 1131, a R$ 5,00. A diferença semanal pode bancar um passeio ao Bangu Shopping usando a 858 ou a 870, linhas da própria empresa.
A incompleta adoção da tarifa única, que redundou em seu virtual fim, acarreta outros problemas. O passageiro que paga R$ 4,40, 5,00 ou 7,00 por viagem, como dito no parágrafo anterior, terá menos dinheiro para gastar. A longo prazo, a diminuição da folga no orçamento pode acarretar na redução de atividades comerciais (o famoso “comércio de bairro”), fazendo com que as pessoas precisem ir até mais longe para fazer algumas compras. A função reguladora e social da tarifa, que está longe de ser um número aleatório afixado no ônibus ou na estação de trem, se mostra na interação com estes fatores.
Por fim, volta a discussão que motivou o estabelecimento da tarifa única: o empregador vai querer pagar a diferença? Se não pagar, o usuário tem condições de fazê-lo? Como equilibrar o lucro do empresário, que investiu na frota e precisa de retorno, com as capacidades financeiras do usuário e do “patrão”?
3 – Possíveis Soluções
A tarifação dos transportes, como sabemos, precisa levar em conta o contexto sócio-econômico do local para atender aos interesses dos órgãos públicos, dos empresários e dos usuários. Algumas propostas podem ser discutidas:
> a câmara de compensação tarifária, que concentraria os recursos arrecadados pelas linhas e os redistribuiria de acordo com as necessidades das empresas. Grosso modo, uma companhia com linhas curtas (muitas viagens), passageiros que sobem e descem rapidamente e poucas gratuidades poderia receber menos por pessoa que uma empresa com linhas longas (poucos ciclos), passageiros que ficam no ônibus e fluxo basicamente pendular. A análise de índices como o IPK (índice de passageiro por quilômetro), que baliza o rendimento efetivo da linha, pode servir como auxílio na definição dos valores.
> o subsídio à operação, que pode se dar a partir de indicadores operacionais (quilometragem, IPK, quantidade de passageiros transportados etc), insumos (combustível e impostos, por exemplo), ou diretamente ao usuário. O vale-transporte, financiado pelos empregadores, representa uma forma importante e popular de subsídio. Pode-se considerar alguns riscos, como o desestímulo à eficiência gerencial das empresas e a necessidade de prover recursos cada vez mais volumosos para o transporte. Por outro lado, a maior eficiência e os menores gastos de tempo e dinheiro por parte dos usuários podem redundar em atividades econômicas mais pujantes, compensando o dinheiro público aplicado.
> o fim efetivo da tarifa única, que redundaria em grandes dificuldades para os moradores das periferias mais distantes. O transporte tem a particularidade de manter, em certos aspectos, a demanda independentemente da tarifa: usando a 399 a 2,20 ou a 1131 a 5,00, o morador de Santa Cruz precisa ir trabalhar. Entretanto, os deslocamentos associados ao lazer e outras atividades se reduzem. A longo prazo, a redução do número de passageiros força o aumento das tarifas, em um círculo vicioso.
> o planejamento setorial e territorial no Rio. A relação pode não ser direta, mas existe: as linhas de ônibus, que geram o hobby, existem pela necessidade de pessoas em um ponto A irem a um ponto B trabalharem, estudarem, passearem ou fazerem compras. Um planejamento interdisciplinar que unisse os transportes com o uso do solo poderia atentar para problemas como os da Zona Oeste, que concentra razoável porção da população mas arrecada impostos em proporção muito inferior (atividades econômicas em número pequeno ou frágeis). Desta forma, o morador de Santa Cruz ou Pedra de Guaratiba poderia trabalhar mais próximo à sua casa e pagar menos no transporte, deixando a tarifação como preocupação menor.
Linhas muito diferentes com tarifas iguais: a extinta 369 (Carioca x Pedra via Mato Alto e Cachamorra) e a 864 (Bangu x Campo Grande).
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| Saturday, 21-Nov-2009 21:27 |
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Pasta 146 - Real Rio (RJ 133)
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Uma pasta com a empresa mais particular do grupo JAL. Apesar de ter sido muito tempo a "irmã gêmea" da Flores, a Real Rio tem história própria e muito curiosa, esbarrando em outras empresas inesperadas. Vamos por partes, a história é longa.
Até os anos 80, larga porção do território fluminense, entre a Região Metropolitana (Nova Iguaçu, Itaguaí, Paracambi e o distrito de Seropédica), o atual Centro-Sul (Três Rios, Vassouras e o eixo da BR393), a atual Costa Verde (Mangaratiba a Paraty), o Vale do Paraíba (Piraí, Barra do Piraí) e a Serrana (Petrópolis) contava com três grandes empresas: a Pedro Antônio, a Ponte Coberta e a Eval. Cada empresa tinha seu território:
Pedro Antônio -> linhas em Nova Iguaçu, Paracambi, Itaguaí, Petrópolis, Três Rios e cidades próximas, Barra do Piraí, região de Vassouras e Miguel Pereira
Ponte Coberta -> linhas atuais + as linhas entre Campo Grande, Santa Cruz e os bairros da BR465 (Rio-SP) e Estrada de Madureira, além de Paracambi, Cacaria (Piraí) e Japeri
Eval -> linhas da Costa Verde + as linhas entre o Centro do Rio e Ipiranga, Universidade Rural (as duas via 465), Itaguaí (via 101), Queimados e Engenheiro Pedreira (via Dutra).
Os trepidantes anos 80 e 90 foram palco de uma mudança radical no quadro acima descrito. A Pedro Antônio começa a diminuir e origina a Cidade das Rosas, reflexo de questões familiares. Já a Eval perde seus setores urbanos de Itaguaí e da Dutra, originando duas empresas hoje bem separadas: parte da Trans1000...e a Real Rio.
Inicialmente, a Real Rio era uma empresa pequena e operava apenas linhas para o Centro do Rio. A listagem pode ser vista abaixo:
112B - Central x Itaguaí (via Rio-Santos) linha da Real Rio original
441B - Central x Seropédica (via KM 32) linha da Real Rio original
444B - Central x Cabuçu (via KM 32) linha da Real Rio original
446B - Central x Lagoinha (via KM 32) linha da Real Rio original (?)
Itaguaí x Niterói (via Rio-Santos) linha da Real Rio original (?)
No fim dos anos 80 a empresa é adquirida pelo grupo JAL, junto com sua co-irmã. Há cerca de 15 anos a Real Rio recebe um setor enorme da Ponte Coberta, basicamente abrangendo as linhas de Campo Grande, Seropédica e Paracambi:
737P - Campo Grande x Campo Lindo (via KM 32) linha da Ponte Coberta
738P - Campo Grande x Ilha da Madeira (via KM 32 e Piranema) linha da Ponte Coberta
739P - Campo Grande x Seropédica (via KM 32) linha da Ponte Coberta, antiga CG x Belvedere
740P - Campo Grande x KM 34 (via Rio-SP) linha da Ponte Coberta, atualmente extinta
741P - Campo Grande x Praça Castilho (via KM 32) linha da Ponte Coberta, atualmente extinta
744P - Campo Grande x Ponte Coberta (via KM 32) linha da Ponte Coberta, atualmente seccionada em Seropédica
545P - Campo Grande x Paracambi (via KM 32) linha da Ponte Coberta, atualmente seccionada em Seropédica
547P - Campo Grande x Japeri (via KM 32) linha da Ponte Coberta, atualmente seccionada em Seropédica
436S - Paracambi x Sepetiba (efetivamente Belvedere x Sepetiba) atualmente extinta
749P - Belvedere x Santa Cruz (via Av. Brasil) linha da Ponte Coberta, atualmente extinta
709P - Cacaria x Vila Geni (via Piranema) linha da Ponte Coberta, atualmente seccionada em Seropédica
560P - Cacaria x Itaguaí - linha da Ponte Coberta, atualmente extinta
No eixo principal de operação (BR465) havia certa sobreposição com as linhas do pacote e aquelas que ficaram com a PC (Jd. Paraíso, Lagoinha e São Francisco, entre outras). Houve um enxugamento: as linhas mais longas foram cortadas em Seropédica - 545, 709, 744, 547, 739 - e as mais curtas foram extintas.
A Real Rio também assumiu duas linhas da Pedro Antônio, ambas partindo de Paracambi. Não sei precisar datas:
434S - Paracambi x Vila Geni (via Piranema) linha da Pedro Antônio, atualmente seccionada em Seropédica e Itaguaí
MP71 - Paracambi x Fontes (via Dutra) linha da Pedro Antônio, atualmente extinta
Ao contrário das outras empresas do grupo JAL, a Real Rio acabou ficando com uma cara mais "interiorana". Tal fato pode ser explicado pela operação, ainda que esparsa, em locais nas franjas da Região Metropolitana (Cacaria e Paracambi) ou mesmo o eixo da BR465. Mal comparando, uma Cascadura x Jardim Redentor tem mais aspecto "urbano" que a Campo Grande x Ilha da Madeira.
Na história recente da empresa, dois fatos chamam a atenção. O primeiro foi a extinção do serviço rodoviário com a chegada de 30 Viale refrigerados em outubro de 2001, alocados nas linhas da Central e do Castelo. Três anos depois, em 2004, a empresa recebe alguns Citmax 0km com a nova pintura. Ela quebra a identificação com a Flores, o que é pertinente, mas ainda mantém laços com o grupo.
Crédito das fotos:
Cia. de Ônibus
Acervo Chopp Duplo (autoria desconhecida).
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| Monday, 12-Oct-2009 15:56 |
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ESPECIAL - 7º ENCONTRO DE BUSÓLOGOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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A divulgação é tardia, mas bem-vinda. Quaisquer dúvidas, deixem mensagens aqui ou contatem diretamente a organização.
A Comissão Organizadora do 7º Encontro Anual de Busólogos do Estado do RJ vem, por meio desta mensagem, anunciar oficialmente que o tão aguardado evento será realizado no dia 17 DE OUTUBRO de 2009.
Seguindo a tradição das edições anteriores, esperamos contar com a presença de todos vocês, conferindo ao Encontro o sucesso que sempre teve e, mais do que isso – principalmente – fortalecendo as antigas amizades e criando-se outras novas.
Afinal, é só assim que a busologia cresce e se amadurece, sendo um hobby saudável para todos que a buscam e digna de reconhecimento por parte da sociedade em geral.
Abaixo, o cronograma do 7º Encontro:
08h00 - recepção aos participantes vindos de outras cidades/Estados no desembarque superior da Rodoviária (entretanto, a partir deste mesmo horário, já poderá haver outros participantes concentrados na Rua de Acesso à Rodoviária, para quem não desejar ir ao desembarque superior);
08h20 - deslocamento para a Rua de Acesso à Rodoviária e início das primeiras sessões fotográficas;
09h00 - início do City-Tour, destino Nova Iguaçu
10h00 - chegada a Nova Iguaçu, início das sessões fotográficas no Terminal Rodoviário de Nova Iguaçu
10h30 - Caminhada pelos pontos finais na Avenida Marechal Floriano Peixoto, com sessões fotográficas por essa avenida.
11h00 - Sessão Fotográfica na Avenida Bernardino de Melo (Pontos finais da Mirante/Vila Rica, Glória, Expresso São Francisco e ônibus da Expresso, Nilopolitana e Ponte Coberta).
12h00 - Almoço (Top Shopping)
13h00 - início das sessões fotográficas no Pólo Gastronomico e Via Light
13h50 - saída de Nova Iguaçu, destino Cabuçu (Embarque na Rodoviária)
14h30 - chegada em Cabuçu, início das sessões fotográficas
14h55 - saída de Cabuçu, destino Campo Grande
15h35 - chegada em Campo Grande, início das sessões fotográficas
16h25 - saída de Campo Grande, destino Rodoviária Novo Rio
Conforme ocorreu no ano passado, a organização do Encontro trabalhará com o sistema de inscrições prévias em função do City Tour e também para facilitar o sorteio dos brindes.
Assim, pedimos aos interessados em participar que nos enviem um e-mail com nome, RG, a cidade onde reside e um telefone de contato, para o endereço 7encontro@gmail.com
Por fim, uma iniciativa de sucesso que foi tomada nos últimos 3 Encontros Anuais será repetida neste ano: o papel social a ser desempenhado por cada um de seus participantes.
Será "cobrado" um "ingresso simbólico" valor de 1 KG DE ALIMENTO NÃO-PERECÍVEL (SUGERE-SE preferencialmente arroz, feijão, macarrão, óleo vegetal, farinha de aveia ou 1 litro de leite longa vida) , a ser doado para o Lar beneficiente Arco Iris, instituição sediada em Santa Cruz da Serra, que cuida de crianças carentes, com diversas necessidades e que está precisando muito de ajuda para manter o trabalho social - a ponto de estarem captando água da chuva para beber. Por isso, além do alimento não percecível - ingresso para o evento - agradeceríamos aos amigos que pudessem estar ajudando com uma garrafa d´água ( um litro que seja ajuda bastante !! ).
Conforme ocorreu no ano passado, a organização do Encontro trabalhará com o sistema de inscrições prévias em função do City Tour e também para facilitar o sorteio dos brindes.
IMPORTANTE:
* qualquer alteração/complementação no cronograma do Encontro será imediatamente comunicada a todos vocês;
* o prazo para inscrições será encerrado IMPRETERIVELMENTE à 00h do dia 14 de outubro de 2009 (de 4ª para 5ª feira).
ENTRETANTO, quem não conseguir se inscrever a tempo não está impedido de participar do Encontro, contanto que não se esqueça de fazer a doação do alimento não-perecível.
Este Encontro está sendo organizado pelos amigos:
André Neves Marinho Matos
Luiz Antônio da Cruz Dória
Fernando Ezídio
Alexandre Bernardes da Cruz
Sydney Ferreira Junior
e que por ele estão abertos para esclarecer quaisquer maiores dúvidas.
Também apóiam o Encontro - direta e/ou indiretamente - os amigos:
Diego Almeida Araújo
Rodrigo Gomes
Filipe Moutinho Lopes
Allan Franco
Edvaldo Gonçalves
Luiz Eduardo Pereira Santos
Ygor Fagner Nascimento
Flavio de Assumpção Pereira
Adriano Minervino
Entretanto, todos os demais projetos parceiros estão, desde já, convidados a também ajudar na divulgação do Encontro.
Afinal, temos a firme certeza de que o Encontro é de TODOS NÓS, e não somente de alguma pessoa ou grupo isolado!
Mais uma vez, contamos com a presença de todos para que este seja mais um momento agradável e inesquecível, não somente para a busologia nacional, mas também para cada um de nós.
Um forte abraço a todos, e até lá.
Equipe Organizadora do 7º Encontro Anual de Busólogos do Estado do RJ
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| Monday, 12-Oct-2009 15:46 |
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Sugestões
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Nesta pasta, se quiser,
* sugira assuntos e temas;
* tire dúvidas;
* faça comentários em geral.
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| Monday, 12-Oct-2009 15:28 |
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Pasta 145 - Carrocerias: Neobus Thunder
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Voltando a atualizar o site. Peço desculpas pela ausência, mas o tempo andou bem curto nos últimos meses.
Retomando o ritmo, segue pasta com o micro Thunder. Modelo de nicho, ele é um dos responsáveis pelo crescente sucesso que a Neobus experimentou nos últimos anos. Salvo engano a encarroçadora gaúcha domina o mercado de micros e miniônibus, em ascensão desde o início da década.
O modelo foi lançado em 1999 ou 2000, ainda ostentando o aspecto quadrado que caracterizava os produtos da Neobus. Teve recepção fria entre as empresas do Rio, com destaque para Pavunense e Asa Branca (São Gonçalo), mas abriu o caminho para seu sucessor. Havia o Thunder e o ThunderBoy, versão menor e adequada a serviços escolares.
Seu sucessor foi o Thunder+, de 2001. Com desenho mais suave, o modelo chamou a atenção dos empresários e lançou a nova tendência estilística da Neobus. Notem que o primeiro Spectrum, o Mega 2004, o Thunder+ e o segundo ThunderBoy compartilham os mesmos traços gerais e as soluções de interior.
O sucesso do micro, ainda que seja questionável pela aplicação, contou com lances de sorte e algumas boas sacadas da própria Neobus. Entre 2003 e 2005 as empresas cariocas, e algumas fluminenses, adquiriram vários lotes de micros. Um pouco antes, iniciou-se a renovação dos velhos ônibus escolares por ônibus refrigerados de menor porte. A Neobus oferecia um modelo novo, de estilo ainda chamativo, espaçoso e um pouco mais barato que a concorrência. Como resultado, a encarroçadora conseguiu conquistar algumas empresas do grupo Jacob Barata, o grupo Redentor (recém-saído de uma crise e sequioso de renovação) e, com o tempo, emplacou seus outros modelos.
Em 2005 a Neobus reestiliza o Thunder, alterando pormenores de interior, a frente e a traseira. O Thunder+ II manteve-se como um dos micros preferidos do Rio, roubando mercado do novo Senior "G7". A participação da Marcopolo na Neobus ajudou a melhorar falhas crônicas de acabamento, mas espera-se que o modelo fique mais confortável para o passageiro.
A Pavunense adquiriu seus Thunder no segundo semestre de 2000. Os carros rodavam em linhas como a 687 Norte Shopping.
A Barra recebeu alguns Thunder 914 ainda com a pintura antiga. Rodavam na 732 (Cascadura x Gardênia Azul) e 766 (Madureira x Freguesia).
Por sua vez, a Coesa renovou a frota municipal de SG com alguns Thunder 2002. Os carros foram para a Icaraí em 2008, junto com as linhas.
A Redentor iniciou sua nova fase em 2003, com alguns Thunder+ 914. Atualmente é possível vê-los, com e sem ar-condicionado, em linhas como a 704 (mostrada acima), 751, 737 e S751.
Para operar linhas Metrônibus, a TAU adaptou ar-condicionado em alguns Thunder. Vemos o 51184 operando na 591A (Leme x Cardeal Arcoverde).
Após 8 anos, a Saens Peña voltou a comprar micros urbanos quando renovou a frota da 217A (Andaraí x Saens Peña). Os primeiros Thunder+ II, de 2005, foram trocados por outros Thunder+ II em 2008.
A Normandy adquiriu seus Thunder em 2005. Após passearem em Paracambi, logo foram escalados na P700 (Portela x Arcozelo).
A Alpha, por sua vez, comprou alguns Thunder+ e 2 Thunder+ II: 48104 e 144. Após tais aquisições, a empresa se voltou para os produtos da Marcopolo e da Ciferal.
Em dezembro de 2005 a Tijuquinha adquiriu alguns Thunder para a 220A (Usina x Saens Peña). Em 2007 foram vendidos, mas deixaram como "descendentes" alguns City 2008 e os Thunder 2009.
A Jabour iniciou sua relação com a Neobus em 2005, com alguns Thunder. Após os micros vieram os Spectrum, City, Mega, Thunder+ II e Road. O modelo menor abriu as portas da empresa para a encarroçadora gaúcha.
Crédito das fotos:
Cia. de Ônibus
Luiz Eduardo
Acervo Chopp Duplo (autoria desconhecida).
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| Tuesday, 8-Sep-2009 18:40 |
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Pasta 144 - Vila Real
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Pasta com a Vila Real, uma das empresas suburbanas do grupo Jacob Barata. Em 2009, a VR completa 15 anos e merece uma pequena homenagem.
Como é sabido, a Vila Real nasceu da Auto Diesel. A tradicional empresa, apesar de grande e com linhas muito importantes, tinha foco de operação bastante disperso e passava por algumas dificuldades de manutenção de frota. Conta-se que a empresa foi um pagamento de dívidas para o grupo Jacob Barata, que acabou assumindo as seguintes linhas:
301 - Praça XV x Deodoro (expresso)
362 - Praça XV x Honório Gurgel
371 - Guadalupe/ Mal. Hermes x Praça XV (via Bento Ribeiro)
378 - Castelo x Mal. Hermes (via Deodoro)
669 - Méier x Pavuna
773 - Pavuna x Cascadura (via Guadalupe)
778 - Pavuna x Cascadura (via Estr. de Botafogo)
908 - Bonsucesso x Guadalupe
941 - Pavuna x Caminho do Padre.
Todas as áreas "soltas" em que a Auto Diesel operava (Coelho Neto, Mal. Hermes, Valqueire, Rocha Miranda, Cascadura/Madureira etc) foram para a nova empresa. A Auto Diesel permaneceu com o domínio de Anchieta, Guadalupe e Pavuna para o Centro, além das linhas da Leopoldina. A 274 (Ma. Graça x Castelo) também foi no pacote e ficou na Braso Lisboa.
Além das linhas regulares, havia ainda as rodoviárias:
1045 - Castelo x Cascadura/ Valqueire (operada em pool com Auto Diesel, Seletivos, Normandy e Acari)
1094 - Castelo x Valqueire (idem)
1095 - Castelo x Pavuna (idem).
Em 1996 a Normandy assume 1045, 1094 e 1095. Com o tempo houve modificações nas linhas da empresa: a 371 acabou e seu itinerário foi coberto pela 378, que deixou de passar em Deodoro. Por sua vez, a 941 virou 727 (Pavuna x Javatá), dividida com a Pavunense até os dias de hoje.
A Vila Real inovou em vários pontos da sua história, como o uso de micro-ônibus com TV e som ambiente em serviços parciais (908 Bonsucesso x Inhaúma). Entretanto, dois problemas atrapalharam e atrapalham a empresa. O primeiro é a concorrência com kombis e vans, que se intensificou no fim dos anos 90. O alternativo se concentra nas linhas auxiliares suburbanas, reduto da VR. Outras empresas do grupo, como a Estrela e a Bangu - esta vendida em 2008 - enfrentaram a mesma concorrência, encontrando outras formas de reduzi-la.
A Vila Real optou pelo caminho que outras firmas - como a Redentor - trilharam com sucesso: o aumento de frota (de 162 para 230 ônibus) e a consequente redução de intervalos. Embora o uso de ônibus sem cobrador seja intenso, linhas como 908 se tornaram mais frequentes e atrativas ao passageiro. Tal medida, embora interessante, precisa ser acompanhada de perto para adequar a operação ao aumento da demanda.
A Vila Real, em 15 anos, teve 4 layouts: o de transição, com as cores da Auto Diesel e as rodas verdes, o branco com as bandeiras (até 2002), o esverdeado (2002 - 2008) e o azulado (2008 - ?).
A 362 faz o trajeto Honório Gurgel x Praça XV, passando por bairros como Rocha Miranda, Coelho Neto e os cortados pela Av. Brasil. Atende também ao público da Lapa, Castelo, Bairro de Fátima e Aeroporto.
Já a 378 é Castelo x Mal. Hermes, que atende aos bairros de Marechal e Guadalupe, entre outros. Seu atual itinerário lembra a antiga 371, Mal. Hermes x Praça XV.
A famosa 669 liga o Méier à Pavuna seguindo a linha do trem. Diferentemente das linhas da Pavunense, que têm como trajeto básico a Av. Automóvel Clube, a 669 passa por bairros como Mal. Hermes, Guadalupe, Barros Filho e Anchieta.
A Pavunense divide com a Vila Real a operação da 727, Pavuna x Javatá. A linha passa pela Estrada Rio do Pau e atende ao Village Pavuna. A tarifa é promocional, com o intuito de afastar o alternativo.
Há duas linhas que ligam Cascadura x Pavuna: a 773, que segue por Mal. Hermes e passa por Guadalupe, Barros Filho e a linha férrea em Costa Barros...
...e a 778, que segue pelo Mercadão de Madureira, Rocha Miranda, Barros Filho, Costa Barros e Av. Automóvel Clube. Nos tempos de Auto Diesel havia a 776, que foi preterida em favor da 669.
Por fim, a 908 é Bonsucesso x Guadalupe e tem merecido as atenções da empresa. Faz um itinerário único, passando por Ramos, Inhaúma, Cavalcante e atravessando a linha férrea para Cascadura. A 908 teve muitas mudanças de trajeto durante sua vida, com direito a uma parcial nos anos 90 (Bonsucesso x Inhaúma).
Crédito das fotos:
Alpha 11625 - Edegar Rios
Thunder 11663 - Luiz Antônio Dória
Luiz Eduardo
Acervo Chopp Duplo (autoria desconhecida).
Volte sempre!
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| Wednesday, 12-Aug-2009 18:11 |
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Pasta 143 - Carrocerias: Ciferal Turquesa
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A compra da Ciferal pela Marcopolo, em 1999, agitou o mercado de ônibus. Inicialmente a encarroçadora fluminense continuou a produzir o Cidade II. No entanto, em setembro do citado ano, surgiu um novo modelo nas ruas: o Turquesa.
Na época de sua estréia, ele podia ser facilmente confundido com seu irmão Torino. De fato, as duas carrocerias eram quase iguais. Detalhes como os faróis e as lanternas, os logotipos e as vistas mudavam, mas os dois modelos eram essencialmente iguais. Pode-se dizer que o Turquesa servia aos frotistas que faziam questão de ter um modelo Ciferal.
Como todo Ciferal que se preze, o Turquesa fez sucesso no Rio. O grupo Guanabara investiu pesado nessa carroceria, equipando-a com os chassis 1417 e 1721. Entretanto, o surgimento do Viale nas versões mais simples roubou considerável parte do mercado, relegando o Turquesa às configurações curtas.
O Turquesa foi fabricado pela Ciferal até 2002: nessa época, junto com diversos Viale curtos que começaram a aparecer, empresas como Braso Lisboa, Lourdes e Transurb adquiriam suas últimas unidades. Nesta época a fábrica fluminense, já controlada pela Marcopolo, começava a fabricar produtos como o Torino e o Viale.
Após o fim do Turquesa, a Ciferal muda seu direcionamento e passa a fabricar ônibus de baixo custo, como o Citmax e o micro Minimax. Na prática, o trio foi a última série de produtos que ostentava a tradicional marca.
A Reginas adquiriu os seus Turquesa em 2000. Podiam ser vistos nas linhas de Magé (Magé x Caxias, Guapi x Central), nas de Caxias e depois na Magé x Cachoeiras.
Surpreendentemente, a Normandy também comprou Turquesa em 2000. Pouco após tal aquisição chegaram os Viale 1721 para a Paracambi x Central.
Entre 1999 e 2002, muitas empresas do grupo Guanabara adquiriram o Turquesa 1417 para operar linhas de menor porte. Tijuquinha (226), Vila Real (669, 773, 778, 908), Estrela (651/2/3/78), Braso Lisboa (209/10, 472) e Bangu (725, 742, 744) são exemplos. Atualmente, boa parte das linhas acima conta com micros ou micrões.
A Real adquiriu mais de 120 Turquesa VW, entre 99 e 2001. Restam 13, fazendo linhas como a 173 (Rodoviária x Leblon), 462 (São Cristóvão x Copacabana/via Cantagalo) e 463 (São Cristóvão x Leblon/via Túnel Velho).
A Real Rio, filha da Flores, ainda opera alguns Turquesa 1721 em linhas para localidades de Nova Iguaçu e Seropédica.
Acervo Luiz Eduardo/ Cia. de Ônibus/ autoria desconhecida. Volte sempre!
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| Saturday, 1-Aug-2009 15:46 |
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Pasta 142 - Serviços Especiais: os Barrinhas
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O sistema de transporte aplicado em uma grande cidade, usualmente, tem várias configurações. Os decantados corredores expressos, por exemplo, cumprem bem a função de transportar grandes volumes de passageiros por longas distâncias. No entanto, fica a questão: como atrair o cliente de maior poder financeiro e desestimular o uso do veículo particular em curtas distâncias?
A resposta que o Rio deu, por muito tempo, foi o micro seletivo. Serviços especiais como o Lagoa Orla (http://choppduplo.fotopages.com/?entry=1608606) e o Rio Orla (http://choppduplo.fotopages.com/?entry=1596251) cumpriram bem seu papel de oferecer uma opção um pouco melhor para deslocamentos na Zona Sul. Os Jacarés (http://choppduplo.fotopages.com/?entry=1596255) faziam o mesmo nas áreas mais abastadas de Jacarepaguá.
Na Barra da Tijuca e Recreio, bairros folclorizados pela necessidade de se pegar o carro até para ir comprar pão, o micro seletivo também existiu. A SMTU criou os Barrinhas em 1988, pensando numa possível integração. Inicialmente havia Amigos Unidos, Real, Redentor e Tijuquinha, mas as duas últimas empresas assumiram todo o serviço com o tempo.
O Guia Rex de 93 mostra as linhas 704, 705 e 709, com o seguinte itinerário:
704 - Barra I (Barra Shopping, Av. das Américas, Alvorada, Sernambetiba, Jardim Oceânico, Ponte Velha, Barrinha, Av. das Américas, pista interna ao Casa Shopping, Barra Shopping)
705 - Barra II (Barra Shopping, Alvorada, Av. das Américas, Érico Veríssimo, Serambetiba, Barra Shopping)
709 - Barra III (Av. das Américas, Novo Leblon, Av. das Américas, retorno em Marapendi, Alvorada, Av. das Américas, Barra Shopping, Barra Sul).
As linhas foram alteradas com o tempo. No fim dos anos 90, as Barrinhas eram uma opção consolidada e tinham os seguintes itinerários:
704 - Barra Shopping x Barrinha (Av. das Américas, Via Parque, Novo Leblon, Sernambetiba, Jardim Oceânico, Barrinha - volta via Av. das Américas) Redentor
705 - Barra Shopping x Jardim Oceânico (Av. das Américas, Alvorada, Lagoa de Marapendi, Av. das Américas, Jardim Oceânico - volta via Sernambetiba) Tijuquinha e Redentor
710 - Recreio x Jardim Oceânico (Praia do Recreio, Gláucio Gil, Av. das Américas, Lagoa de Marapendi, Sernambetiba, Jardim Oceânico - volta via Américas e Via Parque) Tijuquinha e Redentor
Podemos observar, muito rapidamente, que a 704 e a 705 são quase circulares abraçantes, enquanto a 710 seria a 705 esticada. A Tijuquinha chegou a operar a 705 Barra Sul, e em 2005, rodava a 710 Barra Sul.
Apesar de um bem montado esquema de itinerários, que fugia aos três eixos consagrados pelas linhas da Barra (Américas, Ayrton Senna e Av. das Américas) e atendia a demandas bem específicas, os Barrinhas perderam relevância com o tempo. A Redentor reduziu a 704 a 1 Thunder e deixou a 710 com esparsos horários de manhã, enquanto a Tijuquinha acabou com a 705/710 Barra Sul.
A diminuição dos serviços não passou desapercebida pelos moradores. Em reportagem realizada pelo Globo Barra, em 2006, afirmou-se que
A falta de ônibus circular na Barra tem feito com que os moradores do bairro recorram a mais de uma condução para percorrer distâncias curtas. - Para levar minha neta à escola ou ir à igreja, tenho que pegar dois ônibus para ir e dois para voltar. Fica muito caro para um percurso tão curto - reclama Solange Monteiro, moradora da Avenida Lúcio Costa. O problema começou quando a empresa Tijuquinha suspendeu a linha circular 710 (Barra Sul-Jardim Oceânico), que percorria a Avenida das Américas. Atualmente, resta apenas o microônibus de número 705 (Alvorada-Sernambetiba), da mesma empresa, que passa apenas pela Avenida Lúcio Costa, na praia.
Cabe ressaltar que a revitalização efetiva das linhas circulares é discutida no Plano Estratégico e pela Associação de Moradores da Barra, como opção aos ônibus de condomínio. A inauguração das linhas Baixada/Barra também pode dar um gás extra aos Barrinhas, haja vista não ser possível botá-las para passar por áreas muito específicas da Barra.
A 704 tinha carros padronizados na cor verde, facilitando o trabalho da fiscalização. Após alguns anos a Redentor passou a usar sua pintura normal nos micros da linha.
Já a 705 tinha Carolina da Tijuquinha, Redentor e Senior GV da Redentor. Os carros com a pintura laranja chegaram a fazer a 225 Afonso Pena. Em 1999 a linha tinha uma saída de manhã da Saens Peña.
A 710 era azul e tinha pintura parecida com o Rio Orla. Atualmente roda como Freguesia x Recreio, apenas com a Redentor.
Acervo Luiz Eduardo/ Cia. de Ônibus/ autoria desconhecida. Volte sempre!
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